Azincourt #5

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Autor: Bernard Cornwell
Editora:Record
Ano:2009
Páginas:446

A Igreja só quer saber de dinheiro, garoto, dinheiro. Os padres deveriam ser pastores, não é? Deveriam cuidar do rebanho, mas todos estão no salão da casa senhorial enchendo a pança de tortas, de modo que as ovelhas têm de cuidar de si mesmas

O livro é um romance histórico. Ou seja, conta uma história fictícia tendo como pano de fundo um acontecimento histórico. Neste caso o cenário é a Guerra dos Cem Anos, conflito entre Inglaterra e França ocorrido nos séculos XIV e XV. Cornwell conta a história do arqueiro inglês Nick Hook, desde sua vida comum na Inglaterra até a batalha (que realmente aconteceu) de Azincourt em 25 de outubro 1415, dia de São Crispim. É um livro extremamente gostoso de se ler, o autor consegue intercalar momentos de ação e de medo com momentos de fé e de humor. A qualidade do livro está nas descrições feitas pelo autor, desde as batalhas sangrentas e cheias de ação até a descrição do cotidiano de um camponês enviado para a guerra, tudo isso aliado aos mapas presentes na obra faz com que o leitor seja transportado para a Europa feudal do século XV e se sinta na pele de um arqueiro inglês.

A história de Hook começa no interior da Inglaterra, nas terras de Lorde Slayton, para quem sua família trabalhava a anos. A rixa antiga com a família Perril pareceu estar acabando quando Slayton se viu obrigado a enviar arqueiros à Londres por ordem do Rei, e enviou Nick Hook.
O Rei inglês intentava invadir a França e, após reunir seus homens deu início a jornada. Hook então teve a oportunidade de conhecer todas as mazelas que batalhas envolvendo arqueiros, cavaleiros em suas armaduras, catapultas e cidadãos indefesos podem proporcionar. Em uma cidade francesa Hook encontra a jovem freira Melisande, por quem se apaixona e passa a proteger durante todo o decorrer do livro.
Ao se aproximar da batalha final da campanha, em Azincourt, o livro se torna mais denso, mais carregado de minúcias, que colaboram para dar um tom de gran finale à narrativa da batalha. O autor narra a batalha de forma esplêndida. Os ingleses vencem, assim como realmente aconteceu, e Nick Hook e Melisande retornam à cidade onde se conheceram para reformar uma capela à Santa Sarah, protetora de Melisande. Ao fim e ao cabo Nick Hook consegue viver feliz com a sua Melisande, mesmo depois de tantas agruras sofridas.

Adendo: Um aspecto interessante do livro é a religiosidade de Hook. Em todos os momentos em que se sentia acuado ou temeroso ele ouvia as vozes de São Crispim e São Crispiniano, que se tornaram seus santos protetores, e o ajudaram a se manter vivo.

Vale a leitura?
Sim, uma leitura altamente recomendada. Um livro muito bom! Cornwell é um autor de primeira linha.

Na imagem destacada uma pintura de arqueiros ingleses.

Até a próxima.

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