A Sombra do Vento #6

Colaboração de Cristina Rodrigues Alves
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Autor: Carlos Ruiz Zafón
Editora: Objetiva
Ano: 2007
Páginas: 399

“Até então para mim as leituras eram uma obrigação, uma espécie de multa a pagar a professores e tutores sem se saber muito bem para quê. Eu não conhecia o prazer de ler, de explorar portas que se abrem na nossa alma, de abandonar-se à imaginação, à beleza e ao mistério da ficção e da linguagem. Tudo isso para mim começou com aquele livro…”
“- Pois bem, esta é uma história de livros.
– De livros?
– De livros malditos, do homem que os escreveu, de um personagem que fugiu das páginas de um romance para queimá-lo, de uma traição e de uma amizade perdida. É uma história de amor, de ódio e dos sonhos que moram na sombra do vento. ”

Esse não é apenas um livro, mas um livro sobre livros; uma espécie de homenagem aos livros e aos leitores que se entregam a leitura de corpo e alma viajando em cada página. É um tipo de livro que se lê devagar e despretensiosamente pelo puro prazer de estar dentro de uma trama envolvente da qual não se pode parar de pensar mesmo quando se não está lendo. O livro tem um pouco de tudo: suspense, romance, violência (não apenas física), drama, terror, tudo na medida exata.
A história se passa em Barcelona e inicia-se no ano de 1945, quando Daniel, que na época tinha apenas 10 anos de idade, encontra um livro no cemitério de livros esquecidos chamado “A sombra do vento” do autor Julián Carax. A partir daí toda sua existência será baseada em uma extraordinária aventura em busca de Carax e do mistério que envolve seus escritos. Ao abrir o livro é impossível ao leitor não se teletransportar para Barcelona e caminhar em suas ruas junto com Daniel e seu fiel companheiro Fermín Romero de Torres. Aliás, todos os personagens do livro são encantadores.
A escrita é fantástica, impecável, intensa e envolvente. Talvez algumas passagens podem até parecer um pouquinho maçante pelo excesso de detalhes, mas acredito que se fazem necessárias para dar ao leitor a possibilidade de respirar de vez em quando, pois o livro surpreende do início ao fim.
Confesso que demorei para terminar de lê-lo não pelo fato de ser um pouco extenso, mas por ser muito intenso, tinha dias que eu realmente me recusava a pegá-lo. Foi meio que uma relação de agonia e êxtase que só os aficionados pela leitura entenderão. Eu não conhecia Carlos Ruiz Zafón, mais ele já se tornou um dos meus autores favoritos e agora que descobri que o livro faz parte de uma trilogia, me sinto no dever de ler os outros livros do autor.

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