As Minas do Rei Salomão #20

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Autor: Henry Rider Haggard
Editora: Martin Claret
Ano: 2003
Páginas: 175

“Aqui, alastrava-se uma vasta mancha de floresta; ali um rio ondulava com vivos brilhos de aço novo; para diante longas pradarias tapetavam o solo de verde tenro e claro; mais longe, era um lago que brilhava, grandes rebanhos que pastavam, ou uma colina onde a água viva borbulhava e faiscava entre as rochas. As culturas abundavam, ricamente coloridas. A cada instante entre pomares e regatos avistávamos aldeias graciosas, com as cabanas coroadas por um teto de colmo agudo. De tudo se elevava uma sensação prodigiosa de vida, de fartura, de paz”

As místicas Minas do Rei Salomão.
Um dos primeiro livros do gênero “mundo perdido”, essa incrível aventura de Henry R. Haggard leva o leitor ao interior do continente africano. Desesperado pelo sumiço de seu irmão, o Barão Curtis acompanhado de seu amigo John, marinho experiente, partem para a África para achá-lo. Buscam pelo lendário caçador de elefantes, Allan Quantermain, para iniciar essa aventura. Os três, acompanhados de Umbopa, um zulu que se interessou de imediato pela jornada, iniciaram suas buscas tendo como base um mapa feito por um velho fidalgo português que anteriormente havia, supostamente, achado as Minas de Diamantes de Salomão.

Um deserto escaldante foi o primeiro desafio; a transposição da serra de Sulimani o segundo. As altas temperaturas do deserto foram contrastadas pela baixas temperaturas do topo da serra. Após esses obstáculos, que tomam quase a metade da obra, eis que os desbravadores aportam no reino dos cacuanas. Qual não é a surpresa do leitor quando descobre que Umbopa na verdade é Ignosi, legítimo herdeiro dos Cacuanas, que foi expulso ainda criança pelo pai do agora Rei, Tuala. Tendo como conselheira a bruxa Gagula, uma mulher com mais de cem anos, Tuala dá início às festas das flores e das feiticeiras. O massacre de inocentes é impressionante e a carnificina surpreende o leitor. Após uma épica batalha, apoiados pelos tio de Ignosi, o grande guerreiro Infandós, eles conseguem matar Tuala e devolver à Ignosi o reino que é seu por direito.
Como recompensa Ignosi promete levar os seus três amigos às famosas minas das pedras que reluzem. Gagula os trai, causando uma reviravolta que leva o leitor a ficar preso junto com Quatermain e seus amigos no interior da mina. Momentos angustiantes!
Ao fim e ao cabo a história termina com um surpreendente final feliz. Eles conseguem voltar para a civilização, mas passando por um caminho de oásis através do deserto encontram com o irmão do Barão Curtis, que machucou a perna e nunca mais conseguiu sair de lá. Quatermain ainda consegue salvar alguns diamantes, tornando seu final ainda mais feliz.

História cheia de ação e aventura, contada em primeira pessoa pelo próprio Quatermain.
Uma excelente história, contada de forma simples e direta, mas nem por isso monótona.

Dois filmes se destacam: os homônimos de 1985 (clássico da Sessão da Tarde) e o pouco conhecido de 2004, com Patrick Swayze no papel de Quatermain.

Na imagem destacada o retrato de um típico membro de uma tribo africana.

Vale a leitura?
Sim, um livro de leitura fácil e instigante.

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