Zodíaco #30

zodiaco
Autor: Robert Graysmith
Editora: Novo Conceito
Ano: 2007
Páginas: 416
Formato: Epub

“Se existe uma única palavra-chave para a história toda do mistério do Zodíaco, ela é obsessão”.

Assassinatos em série, criptogramas, um assassino sádico e ainda procurado, essa é a história do Zodíaco.
O livro conta a história verídica de um serial killer que assombrou San Francisco no final da década de 1960 e início da década de 1970, conhecido como Zodíaco (o assassino se autonomeou). Esse é um relato do cartunista de política do maior jornal do norte da Califórnia, o San Francisco Chronicle, Robert Graysmith. Graysmith estava lá quando cada uma das cartas criptografadas, cada mensagem codificada, cada farrapo de roupa ensanguentada das vítimas chegou à redação.

O autor diz que quando a primeira carta chegou à redação do jornal ele se lembrou das histórias de Alan Poe, Conan Doyle e Agatha Christie. E desde Jack, o Estripador, nenhum assassino escrevera à imprensa e zombara da polícia com pistas sobre sua identidade.
Inicialmente o Zodíaco confirmou a morte de 7 pessoas através de cartas e telefonemas entre 1968 e 1969, mas com o andamento das investigações e o silêncio do assassino estima-se que aproximadamente 30 pessoas tenham sido mortas pelo serial killer até 1974.
O mais impressionante é que as poucas vítimas que sobreviveram não conseguem fazer um retrato falado do assassino e o que se veiculou à época é que era um homem corpulento, com cabelo no estilo militar, com 1,75 de altura e entre 80 e 100 kg.

O livro tem a transcrição dos 27 comunicados à polícia enviados pelo assassino, e confesso que frieza é a palavra certa para descrever o que foi escrito. Na primeira carta ele envia uma série de códigos (também transcritos no livro) que, segundo ele, mostram sua identidade: símbolos gregos, do código morse, meteorológicos, caracteres alfabéticos, sinais de sinalização naval e símbolos astrológicos. Os códigos foram decifrados, mas a identidade nunca foi descoberta.

Graysmith revela que se tornou neurótico para descobrir quem era o assassino, chegando a procurar por livros de códigos em bibliotecas de bases militares e fazendo conexões com filmes da década de 1920. Tudo lembrava ou remetia ao assassino Zodíaco, mas ele continuava sem saber quem era, e o labirinto era cada vez mais denso. Vários detetives que estiveram à frente do caso revelam que o maior problema em descobrir a identidade do assassino se deve ao fato de que as mortes aconteceram em diversas jurisdições e que cada delegacia tinha provas que não eram compartilhadas, formando uma colcha de retalhos.
Graysmith tenta, ao longo do livro, de forma obsessiva, descobrir a verdade, mas a falta de provas concretas o impedem de descobrir quem realmente era o Zodíaco.

Um livro de suspense, com histórias de tirar o fôlego e de dar medo, é uma pena que são histórias verdadeiras e que pessoas reais morreram e sofreram nas mão de um psicopata sanguinário e calculista. É como se os piores crimes de Conan Doyle e Agatha Christie se tornassem reais, mas sem um Holmes ou um Poirot para resolvê-los.

Uma excelente adaptação desse livro para o cinema foi lançada em 2007, e recomendo muito que vocês assistam: Zodíaco (2007)

Saber que o caso é real, e que não foi solucionado, me deixou bem angustiado ao final da leitura.

Até a próxima.

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4 comentários

  1. No filme, a sensação de saber que o serial killer continuava impune era muito angustiante e sufocante.
    Não sei se pegaria no livro pq o sentimento dessa lembrança não foi legal, mesmo sabendo, normalmente, os livros são surpreendentes.
    Ainda bem q vc superou essa vibe (:
    Abração

    Curtido por 1 pessoa

    1. Também vi o filme primeiro e tive os mesmo sentimento, me perguntei ao final: “como esse cara não foi preso?”.
      E o livro é bem mais denso e angustiante. Não é uma leitura agradável, mesmo para mim que adoro suspense e romance policial.
      Saber que pessoas reais morreram (a descrição minuciosa das mortes é de arrepiar) e que o assassino ficou livre é no mínimo tenso.
      Obrigado pelo comentário!
      Abraços.

      Curtido por 1 pessoa

  2. Lembrei agora de uma música do Engenheiros do Hawaii que dizia “crimes perfeitos não deixam suspeitos”, nesse caso os suspeitos estavam aos baldes. O ponto interessante é que as delegacias responsáveis pela investigação pareciam comandadas pelos Trapalhões. Cada uma tinha uma prova que não compartilhava, e os dois principais suspeitos foram ficando no limbo. O livro vai até 1984, e os assassinatos começaram em 1968, é muito tempo. Vou parar se não dou spoiler, hahahahaha.

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