A Volta ao Mundo em 80 Dias #31

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Autor: Julio Verne
Editora: Melhoramentos
Ano: 2012
Páginas: 128

“Essa volta ao mundo a ser realizada num tempo tão curto e com os meios de transporte então disponíveis não era só impossível, era uma loucura!”

Julio Verne apresenta uma história cheia de aventura e emoção, parecida, em alguns aspectos, com outra importante obra sua: Viagem ao Centro da Terra, que resenhei aqui.
O distinto cidadão inglês Phileas Fogg, homem metódico e de poucas palavras e ações, que todos os dias ia ao Reform Club passar o dia jogando uíste, ler os jornais e fazer as refeições, de quem pouco ou nada se sabia: apenas que era rico e que economizava palavras. O que pode acontecer com um homem desse caso ele seja desafiado em uma aposta? Aceitar imediatamente. E se a aposta for dar a volta ao mundo em 80 dias? Aceitar e partir imediatamente.

“Phileas Fogg, uma pessoa enigmática, de quem nada se sabia, a não ser que era um homem distinto e um do mais bonitos da sociedade inglesa.”

Traçando sua rota, Fogg começaria em Londres e depois passaria por Paris, Brindisi, Suez, Bombaim, Calcutá, Cingapura, Hong Kong, Yokohama, São Francisco, Nova York, Liverpool e Londres novamente. Utilizando todos os meios de transporte possíveis, desde barcos à vapor à elefantes!
Ao lado de seu novo mordomo, Jean Passepartout, empreendeu essa fabulosa viagem. Mas um assalto ao Banco da Inglaterra dias antes de sua partida, fez com que sua viagem o colocasse como principal suspeito do crime, e em Suez o Detetive Fix, certo de que Fogg era o ladrão passou também a acompanhá-los. O grupo ficou completo em Bombaim, quando Fogg e Passepartout salvaram Auda de ser queimada em uma fogueira para cumprir um ritual hindu.
Como todo romance de aventura, quando tudo parece estar perdido, alguma coisa sempre acontece para salvar os mocinhos. E são aventuras e percalços que deixam o leitor apreensivo até o final do livro, seja em uma ponte ferroviária prestes a cair nos Estados Unidos, seja em um roubo de navio em pleno Oceano Atlântico.

Interessante como um livro corresponde a certa visão de mundo da época que foi escrito. Contando a história de um inglês viajando através das colônias inglesas espalhadas pelo mundo e de outras cidades importantes, e considerando que estavam no ano de 1872, é digno de nota as percepções da paisagem e dos habitantes de terras tão distantes da Inglaterra, bem como a recorrente glorificação dos costumes ingleses de educação e pontualidade.

“Bando de indianos de ambos os sexos faziam piedosamente suas abluções.”
“A ilha de Cingapura não era grande nem tinha aspecto imponente, pois nela não havia montanhas. Mesmo assim, possuía certo encanto.”
Sobre Hong Kong: “Fumava-se ópio em toda parte.”
“Yokohama era totalmente europeizada.”
“Nesse país (Estado Unidos) tudo se fazia de uma forma quadrada – as cidades, as casas e as besteiras.”

Enfim, uma história que prende o leitor até o final, que passa uma bonita mensagem de amor e felicidade, algo inimaginável ao se iniciar a leitura. Talvez por isso, Julio Verne é um dos grandes escritores mundiais. É de autoria dele também o livro Vinte Mil Léguas Submarinas.

A aventura é tão envolvente que dois filmes foram feitos:

A Volta ao Mundo em 80 Dias (1957) – filme que é mais próximo ao enredo do livro
A Volta ao Mundo em 80 Dias – Uma aposta muito louca (2005) – basicamente um filme para crianças.

Livro muito recomendado, principalmente para aqueles que (como eu) ficam imaginando as ações acontecerem.

Na imagem destacada a rota de Fogg ao redor do mundo.

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Até a próxima!!!!

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17 comentários

  1. Preciso ler esses clássicos! Lembro-me que tínhamos esse livro em casa quando era criança e ele se perdeu por conta de uma série de mudanças que fizemos, mas eu nunca o li. Hoje vejo o quanto é importante ler os clássicos, principalmente da ficção científica, para entender como foi a evolução desse gênero literário até chegarmos nessas distopias tecnológicas de hoje, que também são sensacionais! Projeto para o ano que vem! 2017 será o ano dos clássicos!
    Um abraço!
    guloseimasnerds.wordpress.com

    Curtido por 1 pessoa

    1. Os personagens conseguem concluir a aventura através das colônias inglesas. Ao chegar de volta a Londres, Fogg acredita ter perdido a aposta por conta da data e do horário, mas descobre que por conta de uma dúvida com o fuso horário ele conseguiu sim dar a volta ao mundo em 80 dias.

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