Atom Heart Mother – Pink Floyd #2

O disco da vaca!!!

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Atom Heart Mother

1 – Atom Heart Mother – (Waters/Gilmour/Mason/Wright/Ron Geesin) – 23:44

      Father’s Shout

 

      Breast Milky

 

      Mother Fore

 

      Funky Dung

 

      Mind Your Throats, Please

 

      Remergence

2 – If – (Waters) – 4:30
3 – Summer ’68 – (Wright) – 5:28
4 – Fat Old Sun – (Gilmour) – 5:23
5 – Alan’s Psychedelic Breakfats – (Waters/Gilmour/Mason/Wright) – 13:00

      Rise and Shine

 

      Sunny Side Up

 

      Morning Glory

Lançado em 1970, Atom Heart Mother é o quinto disco do Pink Floyd e marca o início de uma década prolífica em ótimas músicas. O disco mostra a banda começando a se afastar do psicodélico através de músicas mais suaves com letras mais elaboradas. O disco foi concebido para causar grande impacto, não só no público, mas também nos integrantes da banda, já que este era o primeiro álbum totalmente sem a participação de Syd Barret. O álbum ganhou disco de ouro em 1994, mas também mostra uma tendência que iria se aprofundar nos anos seguintes: músicas autorais, ou seja, cada integrante da banda compondo e tocando os instrumentos de suas músicas. Assim, de 5 músicas, apenas 2 são da banda como um todo. Wright, Waters e Gilmour, cada um, tem uma música própria.
A icônica foto da capa foi tirada em uma propriedade no interior da Inglaterra da rês chamada Lullubelle III, uma cruza das raças holandesa e normanda. E o sucesso do animal foi tão grande que o disco é conhecido como o “disco da vaca”!

If

Música de Roger Waters, possui uma letra tocante e uma melodia calma, apenas quebrada por um riff de guitarra inesquecível. Uma música de alguém melancólico, que SE (If) fosse diferente, se tomasse atitudes diferentes, seria outra pessoa. Lembrei de um livro que li e que resenhei no blog, O Estrangeiro de Albert Camus. Talvez pela distância que o personagem principal tem do mundo e das pessoas, eu lembrei dele quando ouvi essa música. No fim, talvez o melhor seja não se arrepender de nada, e se tiver oportunidade de fazer diferente, fazer exatamente a mesma coisa. E também tem um tom de loucura, que representa o abalo que a saída de Barret causou na banda e especialmente em Waters.

If I go insane, please don’t put / Your wires in my brain
Se eu ficar louco, por favor não coloque / Seus fios no meu cérebro

Fat Old Sun

Música de David Gilmour. Para mim é a mais chatinha do disco. Marca o aparecimento musical de Gilmour após a saída de Barret, e é só isso mesmo.

Alan’s Psychedelic Breakfast

Essa é foda. Literalmente é o café da manhã psicodélico de Alan. Esse Alan é Alan Stiles, um dos roadies do grupo. É uma experiência louca, em Rise and Shine Alan separa os ingredientes: cereal, marmelada, cafe, bacon e ovos. Uma melodia de piano marca o tom. Em Sunny Side Up Alan come seu cereal com leite e uma balada de violão toca. E em Morning Glory o bacon e os ovos mexidos estalam ao fogo e todos os instrumentos tocam junto. Isso tudo recheado de palavras desconexas, mas cheias de significado para quem usou LSD antes de ir à cozinha. É no mínimo uma experiência auditiva interessante. Dividida em 3 seções (dividir em seções ou partes, músicas muito grandes, é outra marca da banda) essa música mostra que esse Alan tomava um desjejum bem louco.

Vale a pena ouvir (I)

Atom Heart Mother

Uma música instrumental, com quase 24 minutos. Esse é o resumo dessa música… sqn 😛
É simplesmente uma das melhores músicas instrumentais do Pink Floyd. Organizada para ser uma verdadeira apresentação de uma orquestra sinfônica, com instrumentos de sopro e de cordas e a participação de um coral. Além é claro dos momentos divinos onde o grupo toca. Dividida em seis parte/seções/atos, Atom Heart Mother pode ser vista como uma peça de teatro ou uma trilha sonora de um filme ou até de um livro. E nesse ponto eu não consigo não associar essa música com a trilogia de cinco de Douglas Adams, O Guia do Mochileiro das Galáxias. Parece que cada parte da música foi escrita para cada momento importante do livro. Som da melhor qualidade. Essa versão é da Orchestre Philharmonique de Radio France com Ron Geesin, que é um dos co-autores da música.

Vale a pena ouvir (II)

Summer ’68

Escrita e cantada por Richard Wright, essa faixa pretende mostrar um pouco da realidade dos integrantes da banda quando estavam em turnê. Viagens, drogas, álcool, mulheres e romances efêmeros, não necessariamente nesta ordem de importância. Trechos como (We met just six hours ago, the music was too loud / From your bed I came today and lost a bloody year) dizem muito sobre um tempo onde tudo era muito intenso.
Ao que parece nunca foi tocada ao vivo pois utilizar uma orquestra em cada show não era tão fácil assim, o que é uma pena. A música é realmente muito boa.

We say goodbye before we’ve said hello
Nós dizemos adeus antes de dizermos olá

O disco não está no top 5 dos melhores álbuns da banda, mas vale muito a pena ser ouvido.

Até o próximo!

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7 comentários

  1. Prezado Gabriel, seus comentários sobre essa obra prima são cirúrgicos. Muito bom. Elenca curiosidades sobre o álbuns e as músicas que muitos fãs, como eu por exemplo, desconhecem. Legal mesmo, lerei os demais. Aliás, seu blog tem muita coisa interessante para desbravar. Vamos lá, siga escrevendo e seguimos te lendo (na medida do possível, obviamente). Como dizem alguns amigos peruanos quando se referem a algo muito bom: BUENASSO!!

    Curtido por 1 pessoa

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