A Saucerful of Secrets – Pink Floyd #3

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A Saucerful of Secrets

1 – Let There Be More Light – (Waters) – 5:38
2 – Remember a Day – (Wright) – 4:33
3 – Set the Controls for the Heart of the Sun – (Waters) – 5:28
4 – Corporal Clegg – (Waters, Gilmour, Mason, Wrigh) – 4:13
5 – A Saucerful of Secrets – (Waters, Wright, Gilmour, Mason) – 11:57

      Something Else
      Syncopated Pandemonium
      Storm Signal
      Celestial Voices

6 – See-Saw – (Wright) – 4:36
7 – Jugband Blues – (Syd Barrett) – 3:00

Lançado em 1968, A Saucerful of Secrets é o segundo disco de estúdio da banda. A expectativa do público e da crítica era enorme, pois esse era o álbum que diria se o grupo conseguiria ou não sobreviver sem as composições e o som de Syd Barrett. A esquizofrenia de Barrett agravada pelo abuso de LSD tinha chegado a um ponto crítico e insustentável. Ele foi literalmente convidado a se retirar do grupo.

Para preencher essa lacuna, um velho amigo de Syd e Roger foi convocado: o guitarrista David Gilmour. O álbum traz um som sombrio e psicodélico demais, até para os padrões da época. E é também cheio de curiosidades:

  • Este é o único disco do Pink Floyd com os cinco integrantes, mas eles, incrivelmente, tocam em apenas uma música (Set the Controls for the Heart of the Sun);

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  • Outra curiosidade sobre Set the Controls for the Heart of the Sun é a sua relação com O Guia do Mochileiro das Galáxias. Em uma das passagens da obra, o escritor menciona o “mais barulhento grupo de todos os tempos”. Esse grupo se chamava Disaster Area, e sua música era tão alta que os fãs precisavam assistir aos shows a partir de uma razoável distância. Supostamente essa ideia veio depois que Douglas Adams ouviu a música. Verdade ou não o certo é que Adams era fã da banda e chegou a tocar com o Pink Floyd, como pode ser ouvido aqui.
  • A música Corporal Clegg é a primeira e a última a contar com os vocais do baterista Nick Mason (depois dessa ele nunca mais cantou);
  • Esse também é o único disco em que o tecladista Richard Wright é o cantor principal. Ao todo 4 faixas (de um total de 7) contam com seus vocais;
  • E por fim, a capa desenhada por Storm Thorgerson, do grupo de design Hipgnosis, e que faz uma referência clara à HQ do Dr. Estranho: Strange Tales #158 (1967). Sim, o mago supremo da Marvel emprestou sua imagem ao segundo disco do Pink Floyd. Confere aí:

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Vamos às músicas.

Let There Be More Light

O disco abre com essa boa composição de Waters, e mostra o que o ouvinte pode esperar: muita psicodelia. A música começa com um tom que logo é superado por uma letra forte. O refrão mantém o ritmo e o riff de guitarra de Barrett finaliza muito bem. A letra pode parecer sem sentido para um pinkfloydiano de primeira viagem, mas é bem clara quanto a isso:

The psychic emanations fly
As emanações psíquicas/psicodélicas voam

Remember a Day 

Música do tecladista Richard Wright é uma melodia um tanto enjoativa, talvez por se manter no mesmo tom sempre, destoando das demais músicas. Fala sobre lembrar de coisas boas do passado, principalmente os acontecimentos da infância.

Climb your favorite apple tree / Try to catch the sun
Suba na sua macieira favorita / Tente pegar o sol

See-Saw

Outra música de Wright, mais suave e calma. Poderia se dizer que é quase uma balada romântica. Não é muito conhecida talvez justamente por isso. Romantismo e Pink Floyd parecem que não combinam.

Marigolds are very much in love, but he doesn’t mind
As calêndulas estão muito apaixonadas, mas ele não se importa

Jugband Blues

Última música de Syd Barrett no Pink Floyd, só por isso ela já entra no rol das icônicas músicas do grupo. Syd mantém sua pegada psicodélica com uma mistura de sons acompanhada de um silêncio ensurdecedor. É a sua despedida do grupo, e sua música fala exatamente disso.

And what exactly is a dream? / And what exactly is a joke?
E o que exatamente é um sonho? / E o que exatamente é uma piada?

Esqueça!!

A Saucerful of Secrets

Música que dá nome ao álbum. É pior do parece e melhor do que falam. Um instrumental de quase 12 minutos, onde em certos momentos parece que os músicos estão de mal com os instrumentos. Uma cacofonia difícil de acreditar que é do Pink Floyd. Na minha opinião a pior música do álbum, sem dúvida.

Vale a pena ouvir

Corporal Clegg

Música com a participação de todos os integrantes, essa faixa apresenta algumas características que marcariam algumas canções antológicas do grupo. A primeira delas é a psicodelia aliada ao som pesado do rock progressivo. O que se parece com puro rock se transforma em algo surreal na metade. Outro aspecto importante: Roger Waters escrevendo sobre morte e perdas na guerra. Ele que perdeu o pai na Segunda Guerra Mundial irá sempre voltar a esse assunto, mas essa canção é a primeira a abordar o tema. E os vocais de Nick Mason, que são notados pela voz super diferente dos demais integrantes. Enfim, vale a pena ouvir.

Clássica

Set the Controls for the Heart of the Sun

O ponto alto do álbum. Uma canção magnífica de Roger Waters, é cercada de mistério e subjetividade, com solos exóticos e com um toque árabe. Com um pouco de atenção é possível distinguir cada instrumento, e a voz de Waters dá um toque especial ao clima sombrio. Versa sobre o fim: dos tempos, da vida, do mundo. A saída: Ajustar Os Controles Para o Coração do Sol. Música ótima.

Witness the man who raves at the wall / Making the shape of his questions to Heaven
Testemunhe o homem que delira à parede / Fazendo o molde de suas perguntas ao paraíso

Enfim, um disco para quem gosta de Pink Floyd. Não são as melhores músicas e de 7 canções apenas 2 se salvam (na minha humilde opinião). Mas muita coisa boa estava por vir, e esse disco já anunciava isso.

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Abraço e até a próxima!

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