The Piper Gates at Dawn – Pink FLoyd #5

The Piper Gates at Dawn – 1967

1 – Astronomy Domine – (Barrett) – 4:12
2 – Lucifer Sam – (Barrett) –  3:07
3 – Matilda Mother – (Barrett) –  3:03
4 – Flaming – (Barrett) – 2:46
5 – Pow R. Toc H. – (Mason, Waters, Barrett, Wright) – 4:26
6 – Take Up Thy Stethoscope and Walk – (Waters) – 3:05
7  – Interstellar Overdrive – (Mason, Waters, Barrett, Wright) – 9:41
8 – The Gnome – (Barrett) – 2:13
9 – Chapter 24 – (Barrett) -3:42
10 – The Scarecrow – (Barrett) – 2:11
11 – Bike – (Barrett) – 3:21

Primeiro disco do Pink Floyd e o único idealizado e com a marca de Syd Barrett, The Piper Gates at Dawn é considerado um dos pioneiros do art rock. Chegou a ser o 6º mais vendido no Reino Unido e o 131º mais vendido nos Estados Unidos. Tudo o que rodeava Syd em suas experiências psicodélicas e pessoais, regadas a drogas, álcool e o clima underground londrino, estão presentes neste disco. Não é um álbum para iniciantes em Pink Floyd, pois muita coisa ainda estava em caráter experimental, mas algumas pérolas podem ser encontradas. O sucesso na época se refere ao momento em que a psicodelia estava no auge, no mundo e principalmente na Inglaterra, basta lembrar que Sgt. Pepper, dos Beatles, foi lançado apenas 1 mês antes desse disco.
Syd Barrett é o grande comandante desse disco, suas leituras inspiraram algumas músicas e até o título: The Piper Gates at Dawn pode ser traduzido como O Flautista nos portões do amanhecer, mas também poderia ser traduzido como “O Flautista Às Margens Da Alvorada” ou “O Flautista À Beira Da Madrugada”, o título do disco vem do sétimo capítulo do livro “The Wind In The Willows”, de Kenneth Grahame. Das 11 músicas, 8 são de autoria de Barrett e literalmente tudo ao seu redor virou música: de gato siamês até gnomos, passando por I-Ching, contos infantis e astronomia. Uma loucura total!

Astronomy Domine

A música de abertura já mostra como será o restante. De início um código morse ecoa junto com uma voz masculina dizendo frases aleatórias que Syd tirou de um pequeno Atlas astronômico que carregava sempre consigo. Em outra parte surge a pergunta: “Dan Dare, quem está aí?”, uma referência ao personagem de histórias em quadrinhos que fez muito sucesso na Inglaterra nos anos 60, que era uma espécie de soldado-astronauta-patriota. Um som de abertura com a cara da época para qual falava.

Floating down the sound resounds / Around the icy waters underground
Flutuando o som ressoa / Em volta das águas congeladas no subterrâneo

Lucifer Sam

Um amigo que mora com você tem um gato siamês, que frequentemente visita um brejo próximo; estudos da época mostram as descobertas sobre as diferenças funcionais dos dois lados do cérebro; sua namorada se parece com uma bruxa; e você está lendo o I-Ching. O que você faz? Chama o gato de Lucifer Sam e faz uma música. Brincadeiras a parte, é disso que se trata a canção. E ainda tem uma melodia bem legal.

That cat’s something I can’t explain
Esse gato tem algo que não consigo explicar

Matilda Mother

Praticamente todas as imagens dessa canção foram extraídas do livro de versos infantis Cautionary Tales, de Hilaire Beloc, e fala sobre as imaginações que surgem em uma criança após ouvir uma história contada por sua mãe.

And fairy stories held me high / On clouds of sunlight floating by / Oh Mother tell me more
E contos de fada me mantinham no alto / Flutuando sobre nuvens de luz do sol / Oh Mãe, conte-me mais

Flaming

Essa é bem difícil de explicar. O jeito é ouvir e tentar sentir alguma coisa que não seja o espanto. A letra e a música são bem loucas.

Lazing in the foggy dew / Sitting on a unicorn no fear
Preguiçosamente na névoa de sereno / Sentado em um unicórnio, sem medo

The Gnome

Como não é possível alguém que viaja nas drogas não ver coisas absurdas e irreais, Syd provavelmente fala com propriedade quando escreveu a história de Grimbled Gromble, um gnomo que vestia uma túnica escarlate e uma touca azul-esverdeada, e que teve uma aventura. Peculiar.

I want to tell you a story / ‘Bout a little man if I can
Eu quero lhe contar uma história / Sobre um homenzinho, se eu puder

Chapter 24

Essa música é, na verdade, uma interpretação pessoal de Syd Barrett  sobre o capítulo 24 do I-Ching, o Livro das Mutações, cujo título é Fu, que significa mudança/sucesso. Diz basicamente que toda mudança se torna um sucesso. Seria um “auto-ajuda” em forma de música?

Change return success / Going and coming without error
A mudança retorna em sucesso / Indo e vindo sem erro

The Scarecrow

A história de um espantalho, que acostumado e conformado com sua condição, não mais se importava com a falta de consistência. Muito interessante, pois nos remete à própria condição humana em alguns aspectos. O verso “Porque a vida não é impiedosa” tem muitos significados.

He doesn’t mind / He stood in a field where barley grows
Ele não se importa / Ele ficava em um campo onde crescia cevada

Bike

E para finalizar o disco, uma volta à infância. Um garoto que tem na bicicleta o seu bem mais precioso, e que tenta com ela impressionar uma garota.

You’re the kind of girl that fits in my world / I’ll give you anything, everything if you want things
Você é o tipo de garota que se encaixa no meu mundo / Eu te daria qualquer coisa, tudo que você quiser coisas

Vale a pena ouvir

Interstellar Overdrive

A melhor música do disco (na minha opinião) é essa instrumental. Mostra todo o potencial que a banda tinha, e que prenunciava todo o sucesso do futuro.

Esqueça! (1)

Pow R. Toc H.

Essa é típica do clichê: no início toda banda faz música ruim. Essa é muito ruim. Instrumental fraco e cacofônico.

Esqueça! (2)

Take Up Thy Stethoscope and Walk

“Ergue vosso estetoscópio e ande”, que versa que a dor é vermelha e o destino é negro. Também difícil de ouvir. Mas gosto é gosto…

Enfim, entre “ouvíveis” e “esquecíveis”, um bom disco do Pink Floyd.

Na imagem destacada a contra capa do disco e a peculiar (bem peculiar) moda da época.

Espero que tenham gostado.

Até a próxima!

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