Ummagumma (1969) – Pink Floyd #7

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Ummagumma – 1969

Disco 1

1 – Astronomy Domine – (Syd Barrett) – 8:29

2 – Careful with That Axe, Eugene – (Waters, Gilmour, Mason, Wright) – 8:50

3 – Set the Controls for the Heart of the Sun – (Waters) – 9:26

4 – A Saucerful of Secrets – (Waters, Gilmour, Mason, Wright) – 12:48

Disco 2

1 – Sysyphus (I) – (Wright) – 1:08

2 – Sysyphus (II) – (Wright) – 3:30

3 – Sysyphus (III) – (Wright) – 1:49

4 – Sysyphus (IV) – (Wright) – 6:59

5 – Grantchester Meadows – (Waters) – 7:19

6 – Several Species of Small Furry Animals Gathered Together in a Cave and Grooving with a Pict – (Waters) – 5:01

7 – The Narrow Way (I) – (Gilmour) – 3:25

8 – The Narrow Way (II) – (Gilmour) – 2:54

9 – The Narrow Way (III) – (Gilmour) – 5:51

10 – The Grand Vizier’s Garden Party (I: Entrance) – (Mason) – 1:00

11 – The Grand Vizier’s Garden Party (II: Entertainment) – (Mason) – 7:06

12 – The Grand Vizier’s Garden Party (III: Exit) – (Mason) – 0:38

Após um relativo sucesso com seus discos anteriores (The Piper Gates at Down e Sacerful of Secrets) o ano de 1969 trouxe novas experiências. Primeiro, a banda foi convidada para fazer a trilha sonora inteira de um filme (o disco chamado More será apresentado em breve). E diante de tantos shows o Pink Floyd resolveu lançar um álbum com músicas ao vivo. Para completar, o tecladista Richard Wright propôs que a banda fizesse “música de verdade”. Resolveram então lançar um disco duplo: o primeiro com as músicas ao vivo e o segundo apenas com músicas autorais: cada um teria um espaço para mostrar seus próprios trabalhos. Resultado: um disco para esquecer que ouviu!

Começando pela capa, que mostra os integrantes do Pink Floyd com o efeito droste (onde a imagem é duplicada dentro dela mesma), com um quadro pendurado na parede mostrando a mesma cena, contudo os integrantes mudam de posição em cada uma delas. Segundo a empresa responsável pela arte, Hipgnosis, a capa brinca com a Narrativa em Abismo. Uma curiosidade: na edição inglesa aparece a capa da trilha sonora do filme Gigi, de 1958, no canto esquerdo. Nas demais edições a capa está em branco. Outra curiosidade/bizarrice é o próprio nome do disco: Ummagumma, segundo os integrantes da banda, é uma gíria que um produtor utilizava para se referir a sexo!

Disco 1

O material ao vivo foi gravado em 1969, no Mother’s Club, em Birmingham e no Colégio Comercial de Manchester. As músicas já famosas são dos dois discos anteriores e mostram todo a potência do grupo. Não vou falar das músicas do disco 1 pois já fiz uma resenha de cada disco a que essas músicas se referem. Basta dizer que esse disco 1 salva tudo.

Disco 2

A ideia era que cada integrante apresentasse uma música que seria produzida sem a ajuda dos outros 3. E o resultado mostra que, naquele momento, eles faziam parte de uma engrenagem que só funcionava com os 4 juntos.

Vale a pena Ouvir:

Grantchester Meadows

Essa canção de Waters mostra um lado até então pouco conhecido do baixista. Uma mistura de blues com folk, fala da lembrança dos sentidos junto à natureza. Fala de cotovias, raposas, pássaros pescando no rio e rios de riem do verão ao correr para o mar. Na minha opinião, é a unica música desse disco 2 que vale a pena:

Esqueça!:

Sysyphus (I-IV)

Música de Wright que lembra o nome de uma figura da mitologia grega que carrega uma enorme pedra morro acima, e toda vez que está quase alcançando o topo a pedra rola e ele tem que começar tudo de novo. A história do mito é bonita e cheia de significado. O que não faz sentido é a música. Abusando de notas desconexas, Wright parece que está com raiva de seu instrumento.

Several Species of Small Furry Animals Gathered Together in a Cave and Grooving with a Pict

Outra canção de Waters, mas dessa vez parece que entramos no zoológico. Vários sons de animais e outros barulhos difíceis de distinguir. Sem sentido.

The Narrow Way (I-III)

Gilmour revelou que, na época, se sentiu desconfortável com a ideia de trabalhos autorais. Percebe-se claramente o seu desconforto. Em cada parte da música entramos em uma estrada que no final volta ao ponto de partida. Na terceira parte, com letra, percebe-se como ele evoluiu ao longo do tempo. Não dá para entender a letra.

The Grand Vizier’s Garden Party (I-III)

O baterista Nick Mason chamou sua companheira para acompanhá-lo nesta música, e nem isso salvou a canção. A bela flauta de sua esposa nas parte I e III não salva a batucada sem sentido que Mason tentou chamar de música.

Enfim, um disco que vale pelo material ao vivo. Digo que este é um álbum de colecionador, pois ouvi-lo sem gostar de Pink Floyd pode se tornar uma tortura inesquecível. Esse é o disco que confirma a teoria de que todo artista, algum dia, faz uma cagada musical. A do Pink Floyd é essa.

Na imagem destacada uma foto colorida da banda à época do lançamento do disco.

Até a próxima!

 

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