Fundação e Império #2

P_20180208_094500_2.jpgAutor: Isaac Asimov
Editora: Aleph
Ano: 2009
Páginas: 244

“Patrício, eles não são mágicos, são demônios. Imagine! É um mundo do tamanho de um lenço, de uma unha; com recursos tão limitados, um poder tão minúsculo, uma população tão microscópica que nuca seria suficiente para os mundos mais atrasados das prefeituras empoeiradas das Estrelas Escuras. E, no entanto, um povo tão orgulhoso e ambicioso a ponto de sonhar, de forma silenciosa e metódica, com o domínio galáctico. Eles engolem mundos à vontade; arrastam-se por sistemas com lentidão e complacência. E tiveram sucessos. Construíram uma comunidade comercial imunda que curva seus tentáculos sobre os sistemas ainda mais distantes do que suas naves de brinquedo podem alcançar.”

A grandiosa saga pelo espaço, de Isaac Asimov, continua. No segundo livro da trilogia começamos com a aparição do Império Galáctico. Um império que depois de 3 crises Seldon havia encolhido, mas nem por isso deixou de ser gigantesco, apesar de sua decadência tecnológica. Conhecemos Bel Riose, um comandante novato de esquadra do império que em busca de reconhecimento e de glórias militares empreende uma jornada até a fronteira do império para averiguar a veracidade dos fatos sobre mágicos que possuem tecnologias impensadas e de comerciantes selvagens que propagam essa tecnologia mágica pelos povos bárbaros.

A Fundação, nesta época, se tornou um mundo comerciante. Depois da tomada de poder por Mallow, a Fundação passou a viver do comércio com os planetas vizinhos. Basicamente vendiam as maravilhas tecnológicas produzidas pelos seus cientistas através da utilização de tecnologia nuclear. Conhecemos Lathan Devers, um comerciante da Fundação que é capturado pelas forças do império. Ele na verdade é um informante para descobrir o que o império quer com a Fundação. Após descobrir que Bel Riose quer declarar guerra contra seu planeta, Devers foge através do hiperespaço. Através de um grande jogo de corrupção, suborno e espionagem, o velho imperador Cleon II é deposto e a paz novamente reina no espaço.

E, no centro de um aglomerado aberto de dez mil estrelas, cuja luz rasgava em pedaços a fraca escuridão ao redor, circulava o imenso planeta imperial, Trantor. Mas ele era mais que um planeta; era a pulsação viva de um império de vinte milhões de sistemas estelares. Ele tinha apenas uma função, administração; um propósito, governo; e um bem manufaturado, a lei.

Após um salto temporal, somos levados a um desdobramento impressionante de toda a história até o momento. Estamos na Fundação, e o planeta se tornou exatamente uma cópia do Império. Um mundo burocrático, com um déspota no comando, e uma linha sucessória baseada na hereditariedade: tudo o que Seldon apontava como as causas da queda do Império. E diante dessa fragilidade organizacional e de uma paz espacial que amoleceu outros planetas, um novo perigo surge: o Mulo. Um mutante capaz de dominar homens e planetas através de controle de emoções. De seus inimigos ele inculta amor e servidão, em seus aliados, medo e respeito. Ele não faz aparições, não faz discursos, e quase ninguém o vê. E um por um os planetas vizinhos à Fundação caem. Todos sem luta.

Os gordos, com seu dinheiro, arruínam a Fundação, ao passo que os bravos comerciantes ocultam sua pobreza em mundos arruinados como Refúgio. É uma desgraça para Seldon, como se lhe cuspissem na cara.

Então somos levados por Toran e Bayta, cidadãos da Fundação recém casados; Ebling Miss, um dos últimos cientistas da Fundação; e Magnífico, o antigo bobo da corte de Mulo por uma aventura épica. A Fundação caiu em poucas horas, e o grupo conseguiu fugir por pouco. Estavam em Refúgio, um planeta comerciante, quando Mulo atacou novamente, e novamente eles conseguem fugir por pouco. Seu destino: a Segunda Fundação. Ebling Miss explica que quando da criação da Primeira Fundação,Hari Seldon também criou uma segunda, na borda externa oposta à primeira, e que teria um objetivo muito importante na história do espaço. Com o objetivo de descobrir mais sobre esse planeta, o grupo incomum retorna a Trantor, o planeta do império, e descobrem que apenas as ruínas sobraram, e que um decrépito imperador ainda resistia.

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O final dessa parte é sensacional, pois o Mulo estava muito mais perto do grupo do que eles imaginavam. A busca pela Segunda Fundação apenas começou e o terceiro volume da trilogia é para deixar qualquer um ansioso. Dá vontade de sair correndo para ler a continuação, que aliás sairá em breve. Aguardem o desfecho inimaginável dessa aventura fantástica.

Na imagem destacada um desenho do Bobo Magnífico tocando seu Visi-Sonor.

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Até a próxima!

 

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