The Final Cut (1983) – Pink Floyd #10

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The Final Cut – 1983

1 – The Post War Dream – 3:02
2 – Your Possible Pasts – 4:22
3 – One of the Few – 1:23
4 – The Hero’s Return – 2:56
5 – The Gunner’s Dream – 5:07
6 – Paranoid Eyes – 3:40
7 – Get Your Filthy Hands Off My Desert – 1:19
8 – The Fletcher Memorial Home – 4:11
9 – Southampton Dock – 2:13
10 – The Final Cut – 4:46
11 – Not Now John – 5:01
12 – Two Suns in the Sunset – 5:14

A Última Ferida, em uma tradução livre, é o último disco do Pink Floyd com Roger Waters. O clima da banda já estava abalado desde a saída do tecladista Richard Wright após o lançamento do disco anterior The Wall. A predominância de Waters à frente do grupo estava clara e todas as músicas do disco são de sua autoria, bem como os principais pontos da produção. The Final Cut é um disco conceitual e reflete a insatisfação de Waters pela Guerra das Malvinas e é uma é uma dedicatória a Eric Fletcher Waters, militar britânico e pai de Waters, morto durante a 2ª Guerra Mundial. Após o lançamento do disco, os integrantes (Waters, Gilmour e Mason) seguiram por caminhos opostos e Waters deu início oficialmente à sua carreira solo. A longa batalha judicial, que manchou a história do Pink Floyd, também se iniciou após esse disco. Waters tentou proibir que os demais integrantes continuassem utilizando o nome Pink Floyd. É um disco que se tornou o fim de uma era, mas de forma melancólica e pessimista. O disco guarda algumas boas composições, algumas boas músicas, mas é famoso por ter sido um ponto final de um período. O que surgiu depois desse disco foi algo bem diferente.

Basicamente o disco por ser divido em dois atos: o primeiro deles é uma dedicatória a Eric Fletcher Waters, militar britânico e pai do Roger Waters morto durante a 2ª Guerra Mundial. As músicas contam de um sonho de um pós guerra pautado na paz. O segundo ato é a quebra desse sonho, por Margaret Thatcher (Maggie), primeira-ministra britânica que decretou a Guerra das Malvinas, uma disputa entre a Argentina e a Inglaterra sobre uma pequena ilha no litoral da América do Sul.

Vamos às músicas:

One of the Few / Paranoid Eyes / Get Your Filthy Hands Off My Desert / The Final Cut

Músicas sobre a insatisfação de Waters com a guerra das Malvinas e sobre a perda de seu pai na Segunda Guerra, mas que musicalmente não acrescentam muito coisa aos ouvidos. Canções lentas, por vezes monótonas, com a voz por vezes rabugenta, melancólica e esganiçada de Waters.

The Post War Dream

Waters questiona de forma clara e direta as ações nas Ilhas Malvinas: What have we done, Maggie what have we done? / What have we done to England?, além de apresentar o seu sentimento contra toda forma de violência, principalmente depois que seu pai morreu na II Guerra: Is it for this that Daddy died?

The Hero’s Return

Traz um som mais voltado para o pop, seguindo um pouco o que se produzia à época. É mais uma música sobre as memórias de seu pai. When we came back from the war / the banners and Flags hung on everyone’s door.

The Gunner’s Dream

Uma canção melancólica sobre o que a guerra faz com o ser humano e um belo solo de sax.

Southampton Dock

Música levada pela voz de Waters e por um violão, com um piano pesado no fundo. Traz uma lembrança da mãe de Waters na época da morte de seu pai. She stands upon Southampton dock / With her handkerchief / And her summer frock clings.

Two Suns in the Sunset

Um folk simpático que mostra a constatação negativa de Waters sobre a política mundial. And I suffer premonitions / Confirm suspicions / Of the holocaust to come.

Vale a pena ouvir:

Not Now John

É o rock and roll do disco e a única música que conta com a participação de Gilmour nos vocais. Ainda conta com um solo de Gilmour que relembra as suas melhores performances da década de 1970. A letra aborda o poder da influência que os governos exercem sobre as pessoas comuns (chamadas genericamente de John) e o velho bordão de que o capitalismo coloca o lucro em primeiro lugar e todo o resto em segundo plano. É uma gravação ao vivo que faz parte do disco.

Fuck all that we’ve got to get on with these
Got to compete with the wily Japanese.
No need to worry about the Vietnamese.
Got to bring the Russian Bear to his knees.

Your Possible Pasts

Para mim é a melhor música do disco. Tem a predominância da voz de Waters, mas a tranquilidade é quebrada pela guitarra de Gilmour em um solo sensacional. A letra traz uma reflexão sobre a possibilidade de nos aprisionarmos ao passado ou de construirmos um futuro melhor. Como se o passado preso no subconsciente resolvesse estabelecer contato com o presente para influenciar no futuro. Essa animação feita para a música é espetacular.

Do you remember me? How we used to be?
Do you think we should be closer?

The Fletcher Memorial Home

Essa música traz uma menção direta ao pai de Waters, morto em combate. E faz uma critica direta aos governantes que promoveram (e ainda promovem) guerras e genocídios. Uma música muito atual e que por isso vale a pena ser ouvida.

Take all your overgrown infants away somewhere
And build them a home, a little place of their own.
The Fletcher Memorial
Home for Incurable tyrants and kings

Enfim, um disco com boas músicas que ficou relegado a discussão sobre a saída de Waters. Também não deixa de ser um paradoxo o disco falar sobre exploração e mandonismos e contar com a predominância e mesmo as exigências de Waters, tornando esse álbum quase um disco solo do baixista.

Até a próxima!

 

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