The Wall – Disco 1 (1979) – Pink Floyd #13

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The Wall – Disco 1

1 – In the Flesh? – (Waters) – 3:19
2 – The Thin Ice – (Waters) – 2:27
3 – Another Brick in the Wall (Part I) – (Waters) – 3:21
4 – The Happiest Days of Our Lives – (Waters) – 1:46
5 – Another Brick in the Wall (Part II) – (Waters) – 3:21
6 – Mother – (Waters) – 5:36
7 – Goodbye Blue Sky – (Waters) – 2:45
8 – Empty Spaces – (Waters) – 2:10
9 – Young Lust – (Waters, Gilmour) – 3:25
10 – One of My Turns –  (Waters) – 3:35
11 – Don’t Leave Me Now – (Waters) – 4:16
12 – Another Brick in the Wall (Part III) – (Waters) – 1:14
13 – Goodbye Cruel World – (Waters) – 1:13

Chegando na reta final da série sobre os discos do Pink Floyd chegamos ao espetacular The Wall. The Wall é um dos álbuns mais intrigantes e imaginativos da história do rock. Desde o lançamento do álbum de estúdio em 1979, a turnê de 1980-81, e o filme subsequente de 1982, The Wall se tornou sinônimo, se não a própria definição, do termo “álbum conceitual”. Surpreendentemente explosivo no registro, incrivelmente complexo no palco, e visualmente dinâmico na tela, The Wall é uma ópera rock centrada em Pink, um personagem fictício baseado em Waters. As experiências de vida de Pink começam com a perda de seu pai durante a Segunda Guerra Mundial, e continuam com a ridicularização e o abuso de seus professores, com sua mãe super protetora e, finalmente, com o fim de seu casamento. Tudo isso contribui para uma autoimposta isolação da sociedade, representada por uma parede metafórica, um muro, levando a um clímax que é tão catártico quanto destrutivo.

O álbum conceitual do Pink Floyd é uma combinação de imaginação e vida do próprio autor. O álbum germinou durante a turnê da banda em 1977 quando um pequeno grupo de fãs barulhentos que estavam perto do palco irritou Roger Waters, a tal ponto que o baixista cuspiu em um deles. Mais tarde, naquela noite o músico conversou com um psiquiatra sobre os sentimentos de alienação que ele estava tendo na turnê. Ele articulou o seu desejo de isolar-se construindo um muro no palco, separando a banda do público. Além disso, a infância sem o pai, morto na Itália em 1944, e as histórias selvagens envolvendo o amigo e ex-integrante Syd Barrett, contribuíram para Waters elaborar The Wall.  Quer seja em última instância vista como uma história cínica sobre a futilidade da vida, ou uma viagem esperançosa de morte e renascimento metafórica, The Wall é certamente um marco musical digno do título de “arte”.

Músicas

The Thin Ice

Depois da potência da música de abertura, essa canção é mais leve. Em um tom mais calmo, as vozes de Gilmour e Waters se revezam nessa canção.

Empty Spaces

Uma pequena canção que parece ter saído da alma de Waters. Depois de perder seu pai ele pergunta: “What shall we use to fill the empty spaces

Young Lust

Música com a cara dos anos 1980 que estavam se iniciando. Uma levada mais pop que traz os desejos sexuais dos jovens, e um solo de guitarra para salvar.

One of My Turns

Dentro da história do disco, essa música fala de uma crise de existência de Pink. Em um de seus momentos de incertezas, entre riffs de guitarra, Waters canta: “I feel cold as razor blade, tight as a tourniquet, dry as a funeral drum“.

Don’t Leave Me Now

A voz esganiçada de Waters traz um pedido que parece uma súplica. É o desespero de Pink ao ser abandonado pela esposa e pelo mundo.

Goodbye Cruel World

O disco não poderia terminar mais instigante. Depois de perder tudo, até a insanidade, Pink dá adeus ao mundo cruel.

Vale a pena ouvir

In the Flesh?

Não tanto pela letra, que também é boa, essa música tem uma abertura sensacional. Além disso, o final é cortado pelo som de aviões e explosões, que são, na verdade, sons originais da invasão de Anzio, na Itália, onde o pai de Waters morreu em combate.

Goodbye Blue Sky

Uma canção que começa num tom tranquilo, mas que de repente se transforma em algo sombrio. Traz a mudança do ar quando o mal se aproxima. “Did you hear the falling bombs?

Clássica

Another Brick in the Wall (Part I) / The Happiest Days of Our Lives  Another Brick in the Wall (Part II) / Another Brick in the Wall (Part III)

Essa é talvez a música mais conhecida da banda. Quem nunca viu o clip, onde as crianças são levadas ao moedor de carne e se tornam uma massa homogênea? Quem nunca ouviu falar de uma música que falava contra o sistema de ensino? Mas vamos por partes:

A 1ª parte fala sobre a falta que o pai faz, o tom vai subindo aos poucos até a pergunta principal:”Daddy what else did you leave for me?” A música seguinte é uma continuação, apesar de não manter o nome. Em The Happiest Days of Our Lives, o tom sombrio continua, mas é quebrado pelo som do helicóptero e a voz do professor: “You! Yes, you! Stand still, laddy!” e fala do menosprezo dos professores dedicado aos alunos. A 3ª parte é a mais famosa, com as assertivas: “We don’t need no education / We don’t need no thought control“. Aqui, o Pink Floyd esfrega na sua cara que se você não fizer nada da sua vida será apenas e eternamente mais um tijolo no muro. A parte final traz o fim da canção e a certeza de que Pink era apenas mais um: “All in all it was all just bricks in the wall“. Clássica e maravilhosa.

Mother

Voz e violão de Waters e Gilmour. Mas de uma profundidade Floydiana. Dividida em duas partes, onde a primeira traz um filho perguntando à mãe se, diante de tanta incerteza na vida, ele deve construir um muro para se afastar de tudo e de todos. Na segunda parte, a mão responde ao filho que ela sempre vai protegê-lo e que sim, ela vai ajudar a levantar esse muro. A eterna relação entre mãe e filho.

Oh, baby, you’ll always be baby to me.

Na imagem destacada uma capa alternativa, cheia de significados, para o disco.

Até a próxima!

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