The Dark Side of the Moon – (1973) – Pink Floyd – Parte I #15

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Lado A

Speak To Me – (Mason) – 1:30
Breathe – (Waters, Gilmour, Wright) – 2:43
On The Run – (Waters, Gilmour) – 3:36
Time – (Waters, Gilmour, Wright, Mason) – 7:01
The Great Gig In The Sky – (Wright) – 4:36

O que dizer de uma obra prima? Tão inesgotável em seus sentidos quanto espetacular em sua profundidade. Vou dividir a análise sobre esse disco em duas partes. Neste eu trago as músicas do Lado A, conforme lançado no original. No próximo post as músicas do Lado B.

Esse é o oitavo disco da banda e é um divisor de águas, não apenas do grupo, mas de toda a história do rock. Os temas explorados no disco são variados e pessoais, incluindo cobiça, doença mental e envelhecimento, inspirados principalmente pela saída de Syd Barrett. O conceito básico do disco foi desenvolvido quando a banda estava em turnê em 1972, e muito do novo material foi apresentado ao vivo, muito antes de ser gravado. A capa é uma das mais icônicas da história. Traz um prisma sendo atingido por um feixe de luz o transformando em um arco-íris, foi desenvolvida para simbolizar a complexidade que o som da banda escondia por trás de sua aparência simples.

É um disco que dispensa apresentações pois as músicas falam por si. Elas mostram o momento exato em que uma banda encontrou o seu melhor momento, o ápice da carreira, o cume da montanha. Considero que após Dark Side o Pink Floyd chegou em um patamar que não foi bem absorvido pelo integrantes e acabou por levar ao fim da banda. Também por isso ele é especial. Esse é um disco que deve ser apreciado por quem gosta de música, mesmo que não goste do Pink Floyd. É música para sentir, não para ouvir. Nem preciso dizer que todas as faixas são clássicas.

Músicas

Speak To Me

O disco abre com uma preparação para todo resto, as batidas, como se fossem um pulso e outros sons como a risada vão aumentando até chegar ao ápice, como um ser colossal se locomovendo e se aproximando te dão perfeita a sintonia. Até ser interrompido pela seguinte narração, repetida várias vezes, acompanhada de um instrumental com aqueles característicos sons utilizados pela banda:

“I’ve been mad for fucking years, absolutely years, been over the edge for yonks, been working me buns off for bands (…),”

Breathe

Como se ainda fosse a primeira música, ouvimos o início de Breathe, com uma melodia suave que gela o coração, escutamos a guitarra e os primeiros versos do álbum cantados magistralmente por Gilmour. A letra é profunda:

For long you’ll live and high you’ll fly / And smiles you’ll give and tears you’ll cry
And all you touch and all you see / Is all your life will ever be

On The Run

Então começamos a ouvir sons de corridas e explosões. Essa música é um bom exemplo da mente louca e imprevisível de Waters. Sons meio eletrônicos, cavalgadas, ecos, uma coleção de sons estranhos e uma total viagem sonora. Após uma corrida intensa o som de relógios despertando nos informa que está na hora.

Time

Os vários relógios começam a tocar ao mesmo tempo (eles foram sincronizados para despertar em segundos diferentes e gravados todos ao mesmo tempo), e a introdução da guitarra parece acompanhar o título da música. Temos a impressão de estar fazendo uma viagem através de todas as épocas, que é interrompida pela voz de Waters, que começa mais vigorosa e tem passagens mais calmas e melódicas. David Gilmour dá outro show à parte: solos lindos e estilosos. Time representa uma síntese de tudo o que o Pink Floyd já fez: efeitos sonoros, backing vocals perfeitos, refrão impecável, e um solo de guitarra inesquecível. E ainda apresenta uma singela e rápida reprise de Breathe.

The Great Gig In The Sky

Para fechar o Lado A do disco, depois de perder o fôlego com Time, uma balada instrumental do tecladista Wright que dispensa qualquer letra. A melodia nos leva a uma melancolia que mostra qual a matéria de que é feita a vida. Nos bons momentos um teclado sereno e calmo, mas nos momentos de grande raiva a vocalista de blues Clare Torry arrebenta e arrepia qualquer um.  Um vocal bem marcante e delineado, um trabalho de vozes belo e emocionante que fecha com maestria a música.

Aguarde pela continuação no próximo post.

Na imagem destacada o quadro Time Saving Truth from Falsehood and Envy, do pintor Franҫois Lemoyne, de 1737.

Ouça o disco completo no canal do Blog no YouTube: The Dark Side of the Moon

Até a próxima!

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