Filmes de Guerra, Canções de Amor #11

Der Untergang

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Título em português: A Queda – As últimas horas de Hitler
Ano: 2004
Direção: Oliver Hirschbiegel
Elenco: Bruno Ganz, Alexandra Maria Lara, Corinna Harfouch, Ulrich Matthes, Juliane Köhler
Duração: 155min

Estamos no ano de 1942, e um grupo de secretárias é levado a Adolf Hitler na Toca do Lobo, seu Quartel General na frente leste. Após ditar para ela em um jeito indulgente e paternal, Hitler escolhe Traudl Junge para ser uma de suas secretárias particulares. O filme avança até o aniversário de 56 anos de Hitler, no dia 20 de abril de 1945. Junge é acordada no Führerbunker pelo som da artilharia soviética. Então acompanhamos os últimos dias do Adolf Hitler sob a ótica de uma das testemunhas oculares dos fatos ocorridos no final de abril de 1945, em Berlim.

O filme mostra a atmosfera sombria do bunker onde Hitler passa seus últimos dias. Dominado por um distúrbio de personalidade, Hitler oscila entre a calma e a selvageria diante de seus comandantes. Como está fora da realidade que o cerca, continua acreditando que uma grande ofensiva está sendo preparada, ao Norte e ao Sul para destruir as forças soviéticas que estavam a poucos quilômetros dali. Vendo a incapacidade de comando, diversos generais o abandonam, incluindo Himmler, chefe da SS, e Göring, chefe da Luftwaffe. Apenas os mais fanáticos seguidores ficam até o final, como Goebbels, ministro da propaganda, que leva sua mulher e os seis filhos para morrerem no bunker.

A atuação de Bruno Ganz como Adolf Hitler é sensacional. Uma das maiores representações do ditador alemão na história do cinema. Fosse um filme americano e este seria um filme muito bem premiado. De qualquer forma, uma boa amostra da atmosfera do filme pode ser visto abaixo. É um dos momentos mais impressionantes quando Hitler vocifera contra seus generais diante do mapa da Alemanha e do inevitável avanço russo. Imperdível!

J.S. Bach – Orchestral Suite No. 3 in D Major, BWV 1068: II. Air 

A Suíte nº 3 para orquestra, em Ré Maior, de Johann Sebastian Bach, BWV 1068,  foi escrita para o Príncipe Leopoldo, entre 1717 e 1723. Esse é o segundo movimento chamado Air. Os outros movimentos são: 1. Ouverture; 3. Gavotte I e II; 4. Bourrée; 5. Gigue. Uma melodia linda, mas também triste. Uma música que toca fundo em nossa alma e me traz o pensamento da finitude e brevidade da vida, e a certeza de que no final, independente de qualquer coisa, você estará diante da única pessoa para quem terá que prestar contas de seus pensamentos e ações que praticou durante a vida: você mesmo. No final das contas, sempre foi e sempre será você com a sua consciência. Aproveite:

 

Na imagem destacada o belíssimo quadro: Consideration on the Brevity of Life, do pintor Jean-Frédéric Schall  de 1805.

Até a próxima!

 

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