Sheer Heart Attack – (1974) – Queen #4

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Sheer Heart Attack – 1974

1 – Brighton Rock – Brian May – 5:08
2 – Killer Queen – Freddie Mercury – 3:01
3 – Tenement Funster – Roger Taylor – 2:48
4 – Flick of the Wrist – Mercury – 3:19
5 – Lily of the Valley – Mercury – 1:43
6 – Now I’m Here – May – 4:10
7 – In the Lap of the Gods – Freddie Mercury – 3:20
8 – Stone Cold Crazy – May/Mercury/John Deacon/Taylor – 2:12
9 – Dear Friends – May – 1:07
10 – Misfire – Deacon – 1:50
11 – Bring Back That Leroy Brown – Mercury – 2:13
12 – She Makes Me (Stormtrooper in Stilettos) – May – 4:08
13 – In the Lap of the Gods… Revisited – Mercury – 3:42

Sheer Heart Attack é o terceiro álbum de estúdio da banda. Desviando da sonoridade progressiva dos dois primeiros álbuns, apresentou faixas de rock mais convencionais e marcou um passo em direção ao som clássico do grupo. Ele foi reconhecido recentemente por conter com uma riqueza de excelentes guitarras no melhor estilo hard rock.
Algo que sempre escapa à maioria das pessoas que ouvem este álbum do Queen é que se trata de um produto eclético e de um ponto de virada essencial para a carreira da banda. A partir daqui temos nos lançamentos do Queen um som imediatamente reconhecível em todo o projeto, e este foi o disco que exibiu pela primeira vez, de forma exata uma identidade que enfim ganhava foco. Esse disco possui algumas boas músicas que estão fora dos cânones da banda, mas que merecem uma atenção.

Músicas

Brighton Rock

A guitarra de May mostra todo o seu esplendor, um solo de tirar o fôlego. A canção conta a história de dois jovens namorados chamados Jenny e Jimmy se encontrando em Brighton durante um feriado público.

Happy little day, Jimmy went away / Met his little Jenny on a public holiday

Tenement Funster / Flick of the Wrist / Lily of the Valley

É uma ótima forma de colocar uma letra sobre “juventude rebelde” dentro de um arranjo musical que lhe fez todo sentido. E a música na verdade nem termina, ela está ligada, em suas últimas notas, com a faixa seguinte. Flick of the Wrist se trata de uma espécie de medley, uma canção iniciada com acordes de outra faixa e inacabada, pois suas últimas notas fecham o ciclo em outra balada (desta vez, para piano), a belíssima Lily of the Valley, que traz à tona o universo mágico, onírico e sombrio de Rhye (corrompendo a visão cristã normalmente atribuída à expressão “Lírio do Vale”), um reino inventado por Mercury já no primeiro disco da banda, na canção My Fairy King.

Now I’m Here

Uma canção inteiramente esperada para uma banda de hard rock. O que mostra o ritmo eclético e variado da banda.

In the Lap of the Gods

Segundo Freddie Mercury, essa música é um “prelúdio direto” de Bohemian Rhapsody, onde a banda usa muito as clássicas vocalizações e deixa a canção mais suave ao final com a banda toda cantando.

She Makes Me (Stormtrooper in Stilettos)

Brian May nos dá sua voz em uma canção hipnótica, enigmática e levemente soturna. Não dá para saber ao certo sobre o que fala esta canção, mas sente-se uma sutil agonia principalmente ao final com as sirenes ecoando nos falantes. No fim da faixa, há o que Brian chamou de “sons do pesadelo de Nova Iorque”, incluindo sons de sirene de carros de polícia e uma respiração pesada.

Vale a pena ouvir

Dear Friends

O piano é tocado por Brian May (a canção é dele) e tem uma carga afetiva enorme. Trata-se de uma música bastante simples, uma perfeita canção de ninar. Ela não foi pensada para impactar, mas para refletir, para fazer respirar e suspirar. E funciona muito bem.

Misfire

Essa faixa merece um belo destaque pois é a primeira canção de John Deacon, que acrescenta ainda mais diversidade ao disco com violões muio bem colocados em um clima bem descontraído e alegre.

Don’t you know honey, that love’s a game / It’s always hit or miss, so take your aim

Bring Back That Leroy Brown

Essa música marca o início da segunda fase da banda, que era fazer de tudo um pouco e com qualidade, revisitando o passado e dando-lhe uma nova interpretação com os novos ares/estilos do presente. O nome da faixa é uma alusão à música “Bad Bad Leroy Brown” de Jim Croce, cantor que havia morrido de acidente de avião em 1973. Tem uma pegada anos 1950.

In the Lap of the Gods… Revisited

Essa música, segundo a banda, é um “prelúdio direto” de We Are the Champions, com toda aquela ideia de “coro de estádio” que faz qualquer um querer cantar a plenos pulmões, mesmo quando está ouvindo o disco em casa. É uma balada popular, com coro intenso e letra bastante significativa para a maioria das pessoas. Tenho certeza que você vai cantar o refrão quando menos esperar.

Clássica

Killer Queen

Foi escrita por Freddie Mercury e foi o primeiro sucesso internacional da banda. Fala sobre uma prostituta de alta classe, nos meios políticos mais luxuosos.

She’s a Killer Queen / Gunpowder, Gelatine
Dynamite with a laser beam / Guaranteed to blow your mind / Anytime

Stone Cold Crazy

É um verdadeiro convite para dançar rock’n’roll. É a única canção do álbum com créditos para os quatro. A letra fala sobre mafiosos, como Al Capone, e tem um dos solos mais absurdos de Brian May que em apenas 2 minutos nos da uma aula de como um guitarrista deve se portar com sua guitarra. Quero ver se você consegue acompanhar Freddie na letra. A banda Metallica gravou um cover dessa música.

Na imagem destacada o belíssimo quadro Best Friends, de Hugues Merle – 1865.

Até a próxima!

 

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