A Gata Borralheira #67

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Autor: Charles Perrault
Editora: Melhoramentos
Ano: 2013
Páginas: 32

 

 

 

 

 

À noite, como não tinha onde dormir, ela ficava na cozinha e deitava-se nas cinzas da lareira para se aquecer. Ficava com as roupas, o cabelo e o rosto sujos de fuligem. Por isso, a apelidaram de Gata Borralheira.

Essa edição faz parte série Clássicos Recontados, tem a tradução de Tatiana Belinky e as ilustrações de Franz Richter. Essa é a história que Hollywood eternizou como Cinderela, mas que possui diversas origens. Uma delas é a versão de Charles Perrault.

Depois da morte prematura de sua mãe, a jovem filha de um rico fidalgo teve que deixar seus belos vestidos para trás e morar com a nova esposa de seu pai e suas duas filhas. Logo a jovem é obrigada a trabalhar para atender aos caprichos de sua madrasta e suas filhas preguiçosas. Sofria com as maiores injustiças e nunca tinha o direito a um descanso.

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Mas como nunca perdeu o amor e a bondade em seu coração, ela esperou até o dia em que o rei das terras onde morava daria uma festa para que seu filho, o príncipe, escolhesse sua futura esposa. No livro de Perrault existe uma fada-madrinha, que atende ao pedido da jovem e lhe dá um lindo vestido para ela ir ao baile. Uma diferença da história do cinema é a falta da carruagem de abóbora e a obrigação de sair até a meia noite.

Ao invés disso, a jovem foge da festa quando o príncipe pergunta-lhe o nome. Outra diferença é que a jovem vai a 3 festas seguidas ocorridas em 3 dias diferentes. Nas duas primeiras ela consegue fugir do príncipe e da madrasta e suas filhas, mas no terceiro baile ela perde o seu sapato e o príncipe descobre que aquela jovem suja de fuligem era a sua amada princesa.

“Treme e balança, pequena aveleira,
Veste de ouro e prata esta borralheira.”

A Psicanálise vê na história da Gata Borralheira muito mais do que uma simples trama romântica. Por ter origem atemporal e ter surgido em várias civilizações diferentes, a trajetória da protagonista traduziria uma espécie de arquétipo fundamental, traduzindo o anseio natural da psiquê humana em ser reconhecida especial e levada a uma existência superior. A literatura e o cinema, cientes disso, utilizaram-se de seu arco dramático para o desenvolvimento de inúmeras outras obras de apelo popular. Além das animações de Walt Disney – que sempre buscaram inspiração nos contos de fadas – merece destaque o filme Uma linda mulher, protagonizado por Julia Roberts, e que foi sucesso de bilheteria nos anos 1990.

Um livro que paira no imaginário de crianças, jovens e adultos.

Na imagem destacada o quadro Portrait of Charles Perrault, do pintor Philippe Lallemand, de 1671-1672

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Até a próxima!

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2 comentários

    1. É linda mesmo. Por incrível que pareça a minha filha mais velha ganhou esse livro na escola. Esse era um dos exemplares que estavam dentro de uma maleta literária.
      Fiquei encantado com as ilustrações.
      A versão original de Perrault traduzida sim, mas essa história tem várias origens.
      Obrigado pelo comentário.

      Curtido por 1 pessoa

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