A Day at the Races – (1976) – Queen #5

Resultado de imagem para A day at the races queen

A Day at the Races – (1976)

1 – Tie Your Mother Down – Brian May – 4:48
2 – You Take My Breath Away – Freddie Mercury – 5:09
3 – Long Away – May – 3:34
4 – The Millionaire Waltz – Mercury – 4:54
5 – You and I – John Deacon – 3:25
6 – Somebody to Love – Mercury – 4:56
7 – White Man – May – 4:59
8 – Good Old-Fashioned Lover Boy – Mercury – 2:54
9 – Drowse – Roger Taylor – 3:45
10 – Teo Torriatte (Let Us Cling Together) – May – 5:50

Quinto álbum de estúdio da banda, A Day at the Races tem seu nome retirado de um filme dos Irmãos Marx (um filme de comédia musical de 1937). A crítica especializada considera o disco como “uma mistura sagaz de músicos de heavy metal que foram influenciados classicamente, quase operísticos, com músicas sentimentais”. As músicas passeiam por diversos estilos e torna A Day at the Races uma continuação de seu antecessor A Night at the Opera. Não que isso seja ruim, até porque este último é um verdadeiro clássico na discografia da banda, mas o disco de 1976 não rompia com seus próprios padrões estabelecidos, mas estendiam o que houvera sido posto em A Night at the Opera.

A capa é a versão negra, fazendo referência à noite, do disco anterior. Mostrando que se à noite era da opera (A Night at the Opera), o dia era das corridas (A Day at the Races). Além disso, a capa mostra como Freddie acreditava em signos: a ilustração dos signos de cada um dos integrantes. Roger Taylor e John Deacon são representados pelo Leão, Freddie pelas duas fadas, que representam o signo de Virgem e Brian May pelo caranguejo, por ser de Câncer.

Músicas

You Take My Breath Away

Freddie Mercury gravou sozinho todas as tonalidades vocais, além de ter tocado o piano e liderado os vocais em estúdio. A divisão da introdução à capela seguida de blocos e pontes musicais em escala menor torna a música uma faixa profundamente melancólica, no sentido reflexivo da palavra. É como um olhar para si mesmo, quando tomado de amor por alguém.

You can reduce me to tears with a single sigh

The Millionaire Waltz

Escrita sobre e para John Reid, na época administrador do Queen e de Elton John, a canção pega carona na multi-forma, multi-tonalidade e multi-ritmo e um solo de guitarra em multicanais de May, que seriam a marca registrada de Bohemian Rhapsody.

You and I

A única contribuição de John Deacon para o álbum e, curiosamente, nunca foi tocada ao vivo. Uma canção sobre a esperança de um futuro melhor.

Everything’s gonna be alright (sunny and bright)
Wait and see if tomorrow we’ll be / As happy as we’re feeling tonight

White Man

Música muito inteligente, dessa vez, de cunho sociopolítico/cultural, mostrando o ponto de vista dos índios para a chegada do europeus. Essa é uma das faixas mais pesadas do Queen, tanto pela temática quando pela sonoridade.

White man white man / You took away the sight to blind my simple eyes
White man white man / Where you gonna hide from the hell you’ve made?

Good Old Fashioned Lover Boy

Os vocais em multicanais realçam a música, assim como a guitarra de May, que termina com as marcas mais notáveis do Queen: arranjamentos versáteis e viciantes, um solo de guitarra adaptado especialmente para o gênero e uma letra que só é simples na aparência.

When I’m not with you / Think of you always, I miss you (I miss those long hot summer nights) / When I’m not with you

Drowse

A única faixa de Roger Taylor no álbum. É um gigantesco passo em termos de qualidade para ele, que normalmente não compunha as melhores faixas, mas esta é realmente muito boa. E como o título diz, é um verdadeiro devaneio.

It’s the fantastic drowse / Of the afternoon sundays
That bored you to rages of tears / The unending pleadings

Teo Torriatte (Let Us Cling Together)

O agradecimento em forma de música para seus fãs japoneses. Trata-se de uma entre três canções do Queen cantadas em uma língua que não o inglês (futuramente viriam espanhol, árabe e persa). A canção tem o formato de hino e não só demonstra o carinho do Queen pelo Japão, país onde sempre foram muitíssimo bem aceitos, mas também pela cultura japonesa na estrutura pacífica da canção, indo de tons menores para um coro otimista e, ao final, para algo mais abrangente e com mais vozes, como se o Queen estivesse abraçando o mundo.

Hear my song / Still think of me the way you’ve come to think of me

Vale a pena ouvir

Long Away

Nessa canção Brian May além de cantar, utiliza um violão de 12 cordas. Um folk-rock que tem uma linha de baixo melódica que dá o tom de falsa alegria da canção, negada pelo pequeno desencanto da letra.

You might believe in heaven / I would not care to say
For every star in heaven / There’s a sad soul here today

Clássicas

Somebody to Love

É a música mais conhecida do disco dentro do repertório da banda. O esforço empregado na produção da faixa tem inspiração direta no gospel de Aretha Franklin e traz uma composição vocal de sobreposição de vozes que chegam a 100 variações, a maioria delas gravadas por Mercury, May e Taylor.  A letra, especialmente combinada com a influência gospel, cria uma canção sobre fé, desespero e busca profunda. O vocalista se questiona tanto sobre a falta de experiências amorosas em sua vida quanto sobre a importância e existência de Deus. Mostra um breve questionamento do sagrado diante da impossibilidade de encontrar alguém para mar.

Lord what you’re doing to me / I have spent all my years in believing you
But I just can’t get no relief Lord / Somebody (somebody) ooh somebody (somebody)

Tie Your Mother Down

A música de abertura do disco, e já é um rock and roll da pesada. O enredo é o depoimento de um rapaz que não é aceito pela família de sua namorada. Uma de suas principais características é o seu riff marcante. Além da já apontada rebeldia que temos na letra, há nuances de blues que fazem a mistura viva e deliciosa aos ouvidos.

Na imagem destacada o quadro Cromwell Questioning a Prisoner, de Ernest Crofts – 1895.

Até a próxima!

6 comentários

    1. Oi Camila!
      Você não imagina a felicidade que eu sinto em ouvir isso. Não apenas porque que acredito na qualidade da música do Queen, mas por você ter se permitido conhecer algo novo, e mais ainda: gostar!
      Como te disse, algo muito parecido comigo aconteceu quando da morte de David Bowie, e agora, antes de dizer se alguma banda/música é boa ou ruim eu pelo menos me dou o direito de ouvir, de conhecer.
      Abraço.

      Curtido por 1 pessoa

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s