O Signo dos Quatro #3

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Autor: Arthur Conan Doyle
Editora: Zahar
Ano: 2015
Páginas: 132

Uma dama ofendida, um tesouro de meio milhão, um canibal negro e um facínora de perna de pau. Eles substituem o convencional dragão ou o conde perverso.

Essa história foi publicada originalmente pela Lippincott’s Magazine em fevereiro de 1890, sendo a primeira edição em formato de livro publicada em outubro do mesmo ano. É a segunda história do detetive Sherlock Holmes. E nela o improvável mostra sua face. Uma história que aparentemente ficará sem solução, simplesmente porque as peças não se encaixam. Mas a astúcia e o raciocínio rápido de Holmes conseguem desvendar o crime. Além de tudo, Conan Doyle arranja uma mulher para Watson.

Mas o amor é algo emocional, e tudo que é emocional é oposto àquela fria e verdadeira razão que ponho acima de todas as coisas. Eu nuca me casaria, para não distorcer meu tirocínio.

Miss Morstan bate à porta de Holmes pedindo ajuda para encontrar o tesouro sumido de seu falecido pai, e que por herança cabe a ela. Mas o enredo é muito mais denso do que parece. Holmes e Watson logo seguem pistas que levam à casa de Thaddeus Sholto, um indiano, um dos filhos do Major Sholto, maior amigo do pai de Miss Morstan. Os dois se conheceram e serviram juntos no Exército inglês na Índia anos antes.

Taddeus Sholto conta então que tudo de seu pai ficou com seu irmão Bartholomew Sholto e que se alguém sabe de tal tesouro é ele. Mas as coisas ficam piores quando chega a notícia que Bartholomew foi assassinado em casa. Holmes então coloca suas percepções em ação e afirma que um homem com uma perna de pau, ajudado por alguém muito pequeno, conseguiram entrar no quarto de Bartholomew e o mataram envenenado com um dardo, além de terem roubado o tesouro que estava no sótão da casa. Mas o mais sinistro foi a inscrição deixada no peito de Bartholomew: “O signo dos quatro – Jonathan Small, Mahomet Singh, Abdullah Khan, Dost Akbar.”

Minha mente rebela-se contra a estagnação. Dê-me problemas, dê-me trabalho, dê-me o mais abstruso criptograma ou a mais intricada análise, e estou em casa. Posso prescindir então de estimulantes artificiais. Mas abomino a rotina enfadonha da existência. Anseio por exaltação mental. Foi por isso que escolhi minha própria profissão, ou melhor, inventei-a, porque sou o único no mundo a exercê-la.

A par dessas informações, Holmes e Watson seguem por caminhos confusos, mas acabam por descobrir que Jonathan Small estava nas redondezas e que ele teve participação ativa no assassinato: ele tem uma perna de pau. Quando tudo parecia levar à não conclusão do caso, Holmes e sua rede de pequenos investigadores (crianças de rua pagas por Holmes para conseguir informações) conseguem achar a lancha que seria usada para a fuga, e pasmem, no livro os assassinos fugiriam para o Brasil!

Jonathan Small conta então o que o motivou a roubar o tesouro. Sendo apenas um aleijado aposentado do Exército, ele aproveitou a oportunidade de uma rebelião nacional na Índia contra os ingleses e se juntou a 3 indianos que sabiam onde um milionário fazendeiro esconderia sua fortuna para que não caísse nas mãos dos rebeldes, nem dos ingleses. Após conseguirem se livrar do mensageiro do milionário colocaram as mãos no tesouro e fizeram a partilha. Mas o assassinato foi descoberto e eles foram enviados para uma ilha-prisão, que era comandada pelo pai de Miss Morstan e pelo Major Sholto. Após um acordo, Sholto e Morstan pegaram o tesouro, mas ao invés de voltar para a ilha-prisão e dividir com os 4 prisioneiros, fugiram com o dinheiro. E essa história, então, se reduz a uma história de vingança.

Quantas vezes lhe disse que quando eliminamos o impossível, o que resta, por mais improvável que seja, deve ser a verdade?

Na imagem destacada o quadro General Sir David Baird Discovering the Body of Sultan Tippoo Sahib, de David Wilkie – 1839.

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Até a próxima!

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