A Segunda Mancha #29

P_20181227_075441_1.jpgEditora: Martin Claret
Ano: 2011
Páginas: 29

“A carta vem de um chefe de Estado estrangeiro que ficou contrariado com alguns acontecimentos coloniais em que nosso pais interveio recentemente. Foi escrita às pressas e é totalmente de sua responsabilidade. Foi escrita em termos tão infelizes e algumas de suas frases são de caráter tão provocativo, que sua publicação despertaria no País reações de sensibilidade muito perigosas.”

Depois de retornar com as histórias de Sherlock Holmes, Conan Doyle chegou no ponto de enfim terminar com a carreira do detetive. Aproveitou dois momentos: a idade que Sherlock supostamente teria e os acontecimentos mundiais que já naquele momento apontavam para um conflito de proporções mundiais e que tornaria o mundo um lugar sem ambiente para a inteligência de Holmes. Assim, ele escreve esse conto como um prelúdio para o que ocorreria e mostra como o detetive já estava levando sua vida, longe de Londres:

No tempo em que exercia a profissão, o relato de seus sucessos tinha para ele certa utilidade prática. Mas, depois que se retirou definitivamente de Londres para se dedicar ao estudo e à criação de abelhas nas terras baixas de Sussex, passou a ter ojeriza pela fama e insistiu de maneira terminante que seu desejo ao silêncio fosse respeitado.

Neste caso, uma carta de um governante estrangeiro, com severas críticas ao governo inglês sumiu da pasta do secretário pessoal do Primeiro Ministro inglês. A revelação do teor da carta colocaria o país em uma situação delicada perante a opinião pública e às outras nações europeias. Holmes e Watson foram chamados para tentar achar a carta antes que ela saísse do país. Mas, dos 3 espiões suspeitos, apenas 1 teria motivações para o roubo, mas ele foi encontrado morto em sua residência.

Se examinar a situação da Europa, não terá dificuldade de adivinhar o motivo. A Europa inteira é um acampamento em armas. Existem duas alianças com uma força militar equilibrada. A Grã-Bretanha é o fiel da balança. Se o país for arrastado a uma guerra contra um das duas confederações, isso garantirá a supremacia a outra, junte-se ou não a nós.

Mas o caso se resolve com a descoberta de uma segunda mancha de sangue no local do crime, na casa do espião. A esposa do secretário pessoal do Primeiro Ministro se apaixonou pelo espião e furtou a carta da pasta do marido e entregou ao espião, mas quando soube que o vazamento da carta colocaria em risco o emprego do marido, se arrependeu e retornou para pegar de volta. Mas quando chegou, uma outra mulher estava atacando o espião porque descobriu a sua dupla identidade. A esposa do secretário teve tempo apenas para virar o tapete ensanguentado e pegar a carta de volta.

Holmes, então, ao descobrir o que aconteceu, pediu a mulher para devolver o documento e salvar não apenas o emprego de seu marido, mas o arranjo de paz na Europa.

Na imagem destacada o quadro Spying Their Target, de Vittorio Reggianini.

Esse conto faz parte da coletânea A Volta de Sherlock Holmes, que você pode adquirir na Amazon.

Até a próxima!

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