Jazz (1978) – Queen – #9

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Jazz

1 – Mustapha – Freddie Mercury – 3:01
2 – Fat Bottomed Girls – Brian May – 4:16
3 – Jealousy – Freddie Mercury – 3:13
4 – Bicycle Race – Freddie Mercury – 3:01
5 – If You Can’t Beat Them – John Deacon – 4:15
6 – Let Me Entertain You – Freddie Mercury – 3:01
7 – Dead On Time – Brian May – 3:23
8 – In Only Seven Days – John Deacon – 2:30
9 – Dreamers Ball – Brian May – 3:30
10 – Fun It – Roger Taylor – 3:29
11 – Leaving Home Ain’t Easy – Brian May – 3:15
12 – Don’t Stop Me Now – Freddie Mercury – 3:29
13 – More That Jazz – Roger Taylor – 4:16

Jazz é o sétimo álbum do Queen, lançado em 10 de Novembro de 1978. O álbum possui vários estilos musicais e foi alternadamente criticado e elogiado. Ele também trouxe o grupo de volta ao rock puro e simples. Após o enorme sucesso do disco anterior, News of the World, e por questões relacionadas aos altos impostos no Reino Unido, o grupo seguiu para Montreux na Suíça onde acontecia um tradicional festival de jazz. Após 4 meses de intensos trabalhos, o disco ficou pronto. A capa foi baseada em uma pintura feita no muro de Berlim.

Músicas

Mustapha

O disco começa enigmático. Uma canção que mistura inglês, árabe e persa. Com um arranjo misto de cantos árabes e rock, com direito a longos ciclos executados vocalmente em ritmos desorientados. Os versos em árabe e persa do início logo dão lugar ao rock poderoso que a banda trazia para o álbum.

Jealousy

É uma balada sobre a dor do ciúmes em uma relação. Enquanto Mercury está ao piano, Brian May utiliza cordas de piano nos trastes da guitarra para produzir o efeito de uma citara.

Oh, jealousy look at me now / Jealousy you got me somehow
You gave me no warning / Took me by surprise

Let Me Entertain You

Com um riff matador, essa canção  fala diretamente para o público:

Let me welcome you ladies and gentlemen / I would like to say hello
Are you ready for some entertainment? / Are you ready for a show?

In Only Seven Days

A outra composição de John para esse disco. Uma linda balada, que conta a história de um romance de férias.

Saturday just twenty four hours  / Oh, no, I’m going back home on sunday
Ooh, so sad alone

Dreamers Ball

Essa canção que foi feita como um tributo a Elvis Presley, morto no ano anterior. Uma balada no estilo anos 1930.

You’d meet me at the dreamer’s ball / I’ll meet you at the dreamer’s ball

Fun It

A contribuição do baterista Roger Taylor tem uma levada funk/ disco e bateria eletrônica e é a primeira (mas não a última) vez que o Queen flertaria com esses ritmos. Na minha opinião a música mais fraca do disco.

Leaving Home Ain’t Easy

Uma balada cantada por May e que conta com alguns efeitos nos vocais, nada mais.

More That Jazz

Taylor fecha o álbum com uma letra ácida criticando a sociedade pelo desrespeito ao Rock. Alcançando altas notas com sua voz, a canção ainda faz colagens de trechos das outras músicas do álbum.

Vale a pena ouvir

Fat Bottomed Girls

Essa é uma das canções desse disco que mais marcam a presença do Queen fora do Reino Unido e mostram influências do ambiente em que estavam morando ou a gigantesca fama que gozavam nesse momento de sua carreira. Uma homenagem de Brian May para as groupies que ficavam do lado de fora do camarim das bandas esperando mais que um autógrafo.

Bicycle Race

Mercury escreveu a letra enquanto gravavam o disco. Sua inspiração veio após assistir ao Tour de France 1978, e ele aproveitou a ocasião para adicionar um grande número de referências culturais à canção, como os files Tubarão e Star Wars, além de citar o caso Watergate, a Guerra do Vietnã e aos personagens Peter Pan, Frankenstein e Superman. Mas para além da letra interessantíssima, Bicycle Race é uma aula de como unir sessões de diferentes escalas, tempos e estilos; uma verdadeira corrida musical que se tornou, merecidamente, um instantâneo hit.

If You Can’t Beat Them

Uma música do baixista John Deacon. Provavelmente a mais pesada do álbum e da carreira de Deacon. O solo de guitarra tem mais de dois minutos e é um dos mais longos do Queen. Além de ser uma música auto-ajuda.

Dead On Time

Agora pense numa música com bateria rápida e guitarra pesada, uma raiz do metal. Perfeita para alucinar o público em apresentações. Dead on Time tem tudo isso, mas nunca foi adicionado no repertório. Todos os integrantes tocam de forma alucinada. Um hard rock dos bons:

Clássica

Don’t Stop Me Now

A música mais popular do disco, um hino aos vencedores, para aqueles que desejam dar a volta por cima, para aqueles que, por uma noite, vão esquecer os problemas e se jogar, se divertir. Tudo vai dar certo no fim. Nessa música poderosa, Mercury toca piano lindamente e Brian May toca como nunca. Chegou no Top 10 britânico, foi tema de propaganda no Brasil, foi a música utilizada pelo Google para comemorar 65 anos do Freddie Mercury e o programa Top Gear, da BBC, elegeu essa a melhor música para se ouvir dirigindo. Eu acrescentaria que é uma das melhores para correr também. Deixe-se contagiar:

Tonight I’m gonna have myself a real good time / I feel alive
And the world, I’ll turn it inside out, yeah! / I’m floating around in ecstasy
So don’t stop me now / Don’t stop me

Na imagem destacada o quadro Mustapha, Turkish Child Prisoner, de Sir Godfrey Kneller – 1688.

Até a próxima!

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