O Símbolo Perdido #76

p_20190514_081212_1-591059078.jpg

Autor: Dan Brown
Editora: Sextante
Ano: 2009
Páginas: 489

“Toda verdade poderosa tem a sua própria força da gravidade e, mais cedo ou mais tarde, as pessoas acabam atraídas por ela. Vai chegar o dia em que a ciência moderna começará a estudar a sério o conhecimento dos antigos … e esse será o dia em que a humanidade encontrará respostas para as grandes questões que ainda não compreende.”

Antes de continuar, gostaria de convidá-lo(a) a visitar meu perfil no Instagram.

Depois de ficar mundialmente conhecido pelo seu livro O Código da Vinci, que virou um um filme muito famoso, Dan Brown lançou uma nova aventura com o simbologista Robert Langdon. Dessa vez, Langdon se vê em meio a uma conspiração que pode colocar em risco toda a história de fundação dos Estados Unidos e iniciar uma imensa crise no país. Para evitar ele terá que decifrar um dos maiores mistérios do mundo moderno: a Pirâmide Maçônica.

Tudo começa quando Langdon recebe um recado de seu grande amigo Peter Solomon, um renomado professor dos Estado Unidos por quem Langdon nutre uma amizade verdadeira. Peter pede que Langdon ministre uma palestra sobre símbolos maçons no Capitólio dos Estados Unidos. Mas quando Robert chega no local, no dia e na hora marcada, tudo o que encontra é uma verdadeira confusão pois a mão direita de seu amigo Peter jaz inerte no centro da Rotunda do Capitólio completamente tatuada por símbolos misteriosos.

Muitos teóricos da conspiração alegam que os pais fundadores dos Estados Unidos esconderam poderosos segredos e mensagens simbólicas no desenho das ruas de Washington. Langdon nunca deu importância a isso. Informações equivocadas sobre os maçons eram tão comuns que mesmo alunos de Harvard pareciam ter noções surpreendentemente distorcidas a respeito da irmandade.

Aplicando todo o seu conhecimento, Langdon logo descobre que seu amigo está sendo mantido refém por um louco que, além de conhecer os mistérios maçons, está em busca do conhecimento dos Antigos Mistérios, que, segundo a tradição, está escondida em algum lugar da capital americana. A localização desse tesouro está gravada na lendária pirâmide maçom, que o sequestrador de Peter sabe que está em poder de Langdon.

Aliado a todo esse mistério, Langdon descobre também que a CIA, a agência de inteligência americana, também está atrás do artefato por razões até então desconhecidas. Além disso, a irmã de Peter, Katherine Solomon está desesperada atrás de seu irmão, mas o que Robert Langdon não sabe é que ela mantém um laboratório secreto abaixo do Museu Smithsonian onde desenvolve a sua pesquisa, que pode mudar os rumos da humanidade, através da ciência noética.

Toda cultura no mundo tinha seu livro sagrado, seu próprio Verbo. Um diferente do outro, mas, no fundo, todos iguais. Para os cristãos, a Palavra era a Bíblia; para os muçulmanos, o Alcorão; para os judeus, a Torá; para os hindus, os Vedas, e assim por diante.

O cenário está montado e a ação tem início. A princípio o livro parece ser uma história de ação e suspense, mas aos poucos vai se revelando como algo maior. Todas as menções que Langdon faz, todos os símbolos descritos, e que são reais, começam a se revelar muito mais do que apenas palavras em um livro. OS símbolos e rituais começam a fazer sentido, indo muito além da simples teoria da conspiração. O autor nos mostra que realmente há algo escondido naquelas entrelinhas.

E o livro vai caminhando para o final, as ações ficam mais tensas, os segredos familiares vão se revelando, o “plot twist” no final é de cair o queixo, mas então o autor precisa dar fim ao mistério. Langdon finalmente vai até a porta de ferro com a chave do Arquiteto do Capitólio para vislumbrar a verdade. E o livro, tal qual o leite que ao ferver se derrama e apaga o fogo, extingue sua força chegando ao ponto de resvalar na auto-ajuda. Uma explicação bem fraca, bem genérica. O livro como um todo é muito bom, mas lembre que, como bem diz Robert Langdon:

A aceitação generalizada de uma ideia não é a prova de sua validade.

Na imagem destacada o quadro citado no livro e repleto de símbolos: Melancolia I, de Albrecht Dürer – 1514.

Comprar:

Amazon

Até a próxima!

Anúncios

7 comentários

  1. Imagino muito mistério e ação.
    O quadro Melancolia já fez parte da mi ha história de vida. Apareceu no trabalho de fim de curso de Matemática. Séc XVI foi muito importante p a matemática, mas a fama ficou para o século seguinte. De qq forma, um ou outro século podia ser filósofo, matemático, professor, e até médico. E assim tb foi Dürer.

    Curtido por 1 pessoa

  2. Menino, este livro é muito bom! Aliás, todos os livros dele tem essa pegada que nos tira o fôlego e o final é completamente diferente daquilo que imaginavamos. E é um padrão, o mocinho do início é sempre o vilão do final, rsrs. O que não curto muito é que os livros dele são muito iguais. Eu já misturei as histórias todas, rsrs, mas cumpre o papel de entreter. Eu, pelo menos, só consigo viver depois de terminar o livro… 😁

    Curtido por 1 pessoa

    1. Verdade, eu também fico vidrado no livro e só quero parar quando o livro terminar.
      As histórias são realmente muito boas, misturando aventura, suspense e muita História. Mas como você bem disse, o roteiro dos livros do autor é o mesmo, só muda o nome dos personagens.
      Obrigado pelo comentário. 🙂

      Curtir

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s