Queen II (1974) – Queen #15

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Queen II

1 – Procession – 1:12
2 – Father to Son – 6:14
3 – White Queen (As It Began) – 4:34
4 – Some Day One Day – 4:23
5 – The Loser in the End – 4:02
6 – Ogre Battle – 4:10
7 – The Fairy Feller’s Master-Stroke – 2:40
8 – Nevermore – 1:15
9 – The March of the Black Queen – 6:33
10 – Funny How Love Is – 2:50
11 – Seven Seas of Rhye – 2:50

Queen II continua sendo um dos álbuns menos conhecidos da banda entre o grande público, no entanto, hoje em dia é reconhecido como uma obra inovadora e apontado como grande influência por diversos artistas, principalmente por sua versatilidade artística e as harmonias vocais que se tornaram uma das marcas registradas da banda.

No original, o lado 1 foi chamado de “White Side”,  já que o primeiro lado era composto por canções emotivas e reflexivas, e o lado 2 de “Black Side”, com canções de temáticas mais obscuras e fantasiosas. O guitarrista da banda, Brian May, compôs todas as faixas do lado 1, com exceção de “The Loser in the End“, criada pelo baterista Roger Taylor, enquanto que Freddie Mercury foi o autor de todas as faixas do lado 2. A fotografia de Mick Rock para a capa do álbum foi bastante re-utilizada pela banda em sua carreira, principalmente nos vídeos para as canções “Bohemian Rhapsody” e “One Vision“.

Músicas

Procession

Uma curta marcha fúnebre tocada por Brian May em uma guitarra com múltiplos canais. Um começo de arrepiar.

White Queen (As It Began)

Essa música alterna entre o sinfônico, o acústico e o peso aliados a um coro de vozes que agrada os ouvidos logo na primeira audição.

Needing, unheard / Pleading, one word
So sad my eyes / She cannot see

Some Day One Day

É primeira canção do Queen com vocais principais de Brian May e, apesar da simplicidade vocal, classifica-se como uma das mais bem concebidas musicalmente do disco.

Loser in the End

Roger Taylor coloca sua voz rouca nesse rock pesado que fecha o lado ‘White’, preparando o ouvindo para a tempestade que viria no lado seguinte.

The Fairy Feller’s Master-Stroke

O arranjo complexo dessa música dá um nó nos ouvidos devido ao uso intricado de efeitos na mixagem com Mercury utilizando um cravo e Roy Baker utilizando castanholas. A complexidade desta talvez seja o motivo de jamais ter sido tocada ao vivo. E Freddy, como sempre, usando a potência de sua voz de uma forma inacreditável. A música foi baseada em um quadro de mesmo nome do pintor Richard Dadd.

Nevermore

A canção se apresenta como uma continuação da anterior. Parece, na verdade, como a lamentação dos personagens retratados no quadro de Richard Dadd.

The March of the Black Queen

Música complexa em ritmo e harmonia. Considerada por muitos como a precursora de Bohemian Rapsody. A música relaciona poder, morte, dominação e uma série de coisas randômicas e é uma brincadeira poética épica executada com excelência, especialmente nos vocais.

Here comes the Black Queen, poking in the pile
Fie-fo the Black Queen, marching single file
Take this, take that, bring them down to size
(March to the Black Queen)

Funny How Love Is

Apesar do show vocal de Freddie Mercury, uma das execuções mais fracas de estúdio da banda nesse período operístico.

Vale a pena ouvir

Father to Son

Um diálogo entre um pai e um filho sobre os caminhos da vida e sobre o que ela pode ser, dependendo de nossas ações. Trata-se de uma bela lição de sobrevivência e civilização, alternando momentos calmos com solos de guitarra e uma bateria bem pesada.

Sing if you will / But the air you breathe
I live to give you / Father to son father to son

Ogre Battle

O que foi construído no lado A começa a ser desconstruído no lado B. A canção começa com outra canção sendo tocada de trás para frente, dando claras amostras de que se as músicas até então tinham sido calmas e leves, a partir de agora era só rock da melhor qualidade. A guitarra em som de simulação de guerra, a ótima manipulação de sons para dar a ideia de combate (destaque para a bateria desesperada de Roger Taylor), o gongo final e a letra interessantíssima com um sutil tom de humor são algumas das características centrais da canção.

Clássica

Seven Seas of Rhye

Música que começou como uma vinheta no primeiro disco da banda, aqui ganhou mais ritmo e uma canção que nos transporta para o mundo da fantasia. Uma música que entrou e ficou no repertório da banda por muito tempo.

Na imagem destacada o quadro The Fairy Feller’s Master-Stroke, de Richard Dadd de  1855-1864.

Até a próxima!

2 comentários

  1. Recentemente, eu ouvi um radialista falando sobre a história de uma música americana. Lembrei dessa sua série de posts sobre as músicas dos Queen, e refleti que, na verdade, toda música tem a sua história, e como seria interessante conhecer a história das q mais gostamos

    Curtido por 1 pessoa

    1. É verdade, toda música ou disco tem a sua história, o seu contexto de criação. E são tantas informações inusitadas ou curiosas, que em alguns casos a música se torna mais querida. Essa série de posts têm se mostrado muito gratificante.
      Obrigado pela visita.

      Curtido por 1 pessoa

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