A Night at the Opera (1975) – Queen #16

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A Night at the Opera

1 – Death on Two Legs (Dedicated to…) – 3:43
2 – Lazing on a Sunday Afternoon – 1:08
3 – I’m in Love with My Car – 3:05
4 – You’re My Best Friend – 2:50
5 – 39 – 3:25
6 – Sweet Lady – 4:01
7 – Seaside Rendezvous – 2:13
8 – The Prophet’s Song – 8:17
9 – Love of My Life – 3:38
10 – Good Company – 3:26
11 – Bohemian Rhapsody – 5:55
12 – God Save the Queen – 1:11

Em agosto de 1975, o Queen tinha uma grande quantidade de canções novas prontas para serem desenvolvidas, e para que cada membro pudesse se dedicar mais ao trabalho, os quatro integrantes decidiram realizar suas respectivas gravações em estúdios separados, e depois todos se reuniram para finalizar o trabalho juntos no Rockfield Studios, e tudo ficou pronto em menos de um mês. Com esse álbum, o Queen adotou uma sonoridade diferente comparada com seus discos anteriores, fazendo grande uso de um piano e de muitos outros instrumentos nunca experimentados pelo grupo até então. Canções como “You’re My Best Friend” e “Bohemian Rhapsody” fizeram um enorme sucesso, sendo executadas em todos os concertos do grupo desde então, e ajudaram a divulgar o álbum inteiro.

O nome do disco é uma referência a um filme de mesmo nome, que os integrantes viram juntos e gostaram muito, dos irmão Marx. A capa foi obra de Freddie Mercury baseada nos signos dos membros da banda. Esse álbum marcou também a união do grupo como uma banda, uma vez que todos trabalharam igualmente no arranjo das melodias. Sem dúvida um dos discos mais importantes da história da música.

Músicas:

Death on Two Legs (Dedicated to…)

O disco começa já mostrando a que veio. Um música de crítica a Jack Nelson, o empresário pilantra que roubava o dinheiro da banda e ao administrador anterior do grupo, Norman Sheffield. Muita guitarra, muito vocal, muito baixo e muita bateria. Porque esse disco se trata de um álbum em que a cada faixa apresenta uma variação de vida, música e espírito completamente diferentes. Mais do que nunca, era possível ver a participação e visão de mundo de cada um dos integrantes isoladamente.

But now you can kiss / My ass goodbye

Feel good / Are you satisfied?
Do you feel like  / Suicide? (I think you should)

Lazing on a Sunday Afternoon

Um inicio tranquilo e calmo ao som do piano, e um jovem contando sua rotina preguiçosa em Londres, até que uma guitarra te tira do eixo preparando o terreno para a próxima faixa.

I’m in Love with My Car

Música do baterista Roger Taylor e sua voz rouca falando sobre uma de suas paixões: carros. Rock pesado e muito bem executado gritando o amor de Roger por seu carro, terminando com o motor de seu Alfa Romeo.

Sweet Lady

A música mais hard rock do álbum. Como é um trabalho de muitas inovações e muitas experimentações, o rock acaba se tornando a canção mais fraca do disco.

Seaside Rendezvous

O solo no meio da música é totalmente feito com onomatopeias/vozes dele (clarinete) e Roger Taylor (tuba, trompete, kazoo). Até o ‘número de sapateado’ da canção foi feito pelos músicos, batendo com as unhas ou dedais em uma mesa de madeira. Isso é só para dar uma noção das experiências e inovações que esse disco trouxe.

The Prophet’s Song

O barulho do vento e o dedilhar de Brian em um koto (instrumento típico japonês) de brinquedo dão início a essa música, que com seus mais de oito minutos aparece como a música mais longa da carreira do Queen. Brian May afirma ter sido inspirado por um sonho, onde um profeta vinha à Terra para falar com a Humanidade.

I dreamed I saw on a moonlit stair / Spreading his hand to the multitude there
A man who cried for a love gone stale / And ice cold hearts of charity bare

Good Company

Essa canção pode não ser a melhor da discografia do Queen, mas mostra o poder que um excelente músico como Brian May tem. May canta e toca ukulele, além disso os instrumentos de sopro e os sinos da música, na verdade não são instrumentos de sopro nem sinos, esses sons foram reproduzidos por May em sua guitarra. Incrível.

God Save the Queen

O disco encerra com essa  música instrumental onde Brian May simula, mais uma vez, os sons dos instrumentos de sopro com a guitarra. E daí em diante, essa seria a música para encerrar os seus shows, a música de despedida. Aliás, há um duplo sentido óbvio aí: Deus salve a Rainha, God Save The Queen.

Vale a pena ouvir:

39

O que dizer de um folk-sci-fi? Formado em Astronomia, Brian May nos conta a história de uma viagem através do espaço-tempo ao melhor estilo Teoria da Relatividade de Einstein. Para entender a música é só lembrar que a percepção do tempo é inversamente proporcional à velocidade de deslocamento de um corpo: quanto mais rápido um corpo se movimenta no espaço, mais lentamente o tempo passa para esse corpo. E os viajantes que viajaram à velocidade da luz conheceram uma Terra destruída muitos anos depois. Da letra à melodia, tudo nessa música é espetacular.

And the night followed day / And the story tellers say
That the score brave souls inside / For many a lonely day
Sailed across the milky seas / Never looked back never feared never cried

Clássicas:

You’re My Best Friend

Composta por John Deacon para sua esposa Veronica Tetzlaff, a música possui uma harmonia lindíssima, arrematada pelo vocal de Mercury impecável. Uma música maravilhosa. Canção de amor, de amizade, de companheirismo, de tudo o que há de melhor no mundo.

Ooo you make me live / Whenever this world is cruel to me
I got you to help me forgive / Ooo you make me live now honey
Ooo you make me live

Love Of My Life

A canção de todo casal apaixonado. Quem nunca cantou essa música para a pessoa querida, não sabe a oportunidade que está perdendo de fazer alguém feliz. E acreditem: ela não fez sucesso da Europa, de início. A música só ficou internacionalmente famosa depois que foi tocada na Argentina e no Brasil após 1980. Quem não lembra do Rock in Rio 1985? Segue o vídeo histórico desse momento:

When I grow older / I will be there at your side
To remind you how I still love you / I still love you

Bohemian Rhapsody

Chegamos a uma das maiores músicas de todos os tempos na história da música. Sem exagero, são tantas nuances que um texto só é pouco. Sobre a estrutura está claro que a música contém uma  Introdução a cappella,  seguida de balada + solo de guitarra ao final, depois: Ópera; Hard Rock e uma conclusão “moon rock“. O resultado final foi uma música que não tem apenas uma parte operística, mas toda ela pode ser classificada como uma pequena ópera, com abertura, árias e atos internos.

Sobre a letra, muitas teorias foram criadas. Para mim, a música se trata de um crime passional. Bohemian Rhapsody narra um crime e um motivo; a culpa, um julgamento, uma condenação, uma despedida e uma execução, além disso retrata os mais variados sentimentos decorrentes desses fatos: raiva, medo, culpa, desespero. A beleza da música está em não colocar esses trechos em ordem. É uma obra prima que jamais se encerrará em qualquer teoria ou tentativa de entendimento. Na minha opinião uma das melhores músicas de todos os tempos. Aproveitem:

Na imagem destacada o quadro South Bohemian Landscape, de Bohumil Ulrych – 1923

Até a próxima!

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