Moriarty #87

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Autor: Anthony Horowitz
Editora: Record
Ano: 2015
Páginas: 348

“Moriarty pode estar morto, mas Clarence Deverreux com toda certeza não está, e, se há alguma coisa que o senhor ou eu possamos fazer para livrar o mundo dessa criatura maligna, não devemos hesitar.”

Anthony Horowitz é um escritor aclamado e foi contratado pelos Conan Doyle Estate e Orion Books para escrever dois romances de Sherlock Holmes. A Casa da Seda foi publicada em novembro de 2011 e foi elogiada internacionalmente. A sequência, Moriarty, foi publicado com sucesso semelhante. Eu não tinha conhecimento desse autor e muito menos que as histórias envolvendo Sherlock Holmes continuavam a ser escritas.

No início o leitor poderia supor que esse livro se trata de um spin-off das aventuras escritas por Conan Doyle. Acompanhamos o detetive particular americano Frederik Chase que está atrás do criminoso internacional Clarence Deverreux. Segundo informações, Deverreux teria se deslocado para a Londres para assumir o lugar de James Moriarty, uma vez que Moriarty morreu junto com Sherlock Holmes nas cataratas de Reichenbach. A história ainda conta com a atuação do detetive da Scotland Yard, e diversas vezes citado nos romances de Conan Doyle, Athelney Jones. Os dois se encontram pela primeira vez diante do corpo morto de Moriarty.

“Choveram pedaços de tijolo e vidro sobre nós, e um cheiro de queimado permeava o ar. Olhei ao redor. Uma enorme nuvem de fumaça se elevava a partir da Scotland Yard. É claro! Que outro lugar poderia ter sido o alvo?”

O livro então leva o leitor a uma espécie de misto de sentimentos. Apesar da história ser boa, o fato de Jones possuir métodos parecidos com os de Holmes nos faz pensar que Jones é um outro Sherlock e então dá até vontade de abandonar a leitura. No final, posso adiantar que de certa forma vale a pena continuar lendo.

Continuando. Chase e Jones passam a seguir as pistas que podem levar ao paradeiro de Deverreux. Com muito suspense policial, o autor sempre apresenta uma situação de ruptura com a linha de investigação. Quando você pensa que os detetives pegarão o criminoso, algo ocorre que muda os rumos da história. O livro mantém o padrão das boas histórias policiais: suspense, uma pitada de violência e um vilão fugindo dos mocinhos.

“Eu ainda estava bastante atordoado pela sugestão, mas podia perceber que meu amigo Jones ardia de entusiasmo, como se estivesse prestes a alcançar algo que estivera buscando a vida inteira.”

Deverreux é finalmente encontrado no escritório da legação americana em Londres. Como possui imunidade internacional, Deverreux é levado por Chase e Jones para a Scotland Yard e uma reviravolta surpreendente acontece. Algo que nenhum leitor esperaria que pudesse acontecer acontece. Alguém nessa história está mentindo, alguém não é quem diz ser. E então o livro toma outro rumo e o verdadeiro criminoso é desvendado e conta sua história.

Ainda somos agraciados com um pequeno conto de Sherlock Holmes escrito por Horowitz, Os três monarcas. A história segue a forma de Conan Doyle e nos traz uma certa nostalgia por estar lendo algo inédito sobre o grande detetive.

Na imagem destacada o quadro The Criminal, de Ramon Marti Alsina – 1866.

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Até a próxima!

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