Morte no Nilo #14

wp-1623251586362.jpg

Autor: Agatha Christie – Editora: L&MPocket – Páginas: 319

“- Não tenho nenhum inimigo neste mundo.”

Durante uma de suas inúmeras viagens ao Egito, Agatha Christie teve o prazer de fazer um passeio pelo majestoso Rio Nilo. O ambiente e a atmosfera marcaram tanto a autora que o Nilo logo se tornou o cenário para esse que é considerado um dos melhores livros da autora.

Nas palavras da própria Agatha Christie: “este é um de meus melhores livros sobre ‘viagens internacionais’, e se as histórias policiais são ‘literatura de entretenimento’, o leitor pode entreter-se com céus ensolarados e águas cristalinas, assim como com crimes, no conforto de uma poltrona.”

“- Sou detestável. Uma peste abominável. Gostaria de rasgar o vestido dela e pisar naquele rosto belo, arrogante e cheio de confiança. Sou uma invejosa, mas é assim que eu me sinto. Ela é tão bem-sucedida e segura de si!”

A história gira em torno de Linnet Ridgeway, uma jovem que se tornara milionária após receber a herança de seu falecido pai. Ao chegar à pequena cidade onde havia comprado uma mansão Linnet logo chama a atenção por uma simples particularidade. Ela não era apenas milionária, mas dotada de uma beleza exuberante. Isso despertou amores, interesses e invejas.

Após um pequeno salto temporal, o enredo nos leva até o Rio Nilo, a bordo de um barco que levava as pessoas aos principais pontos turísticos. Nele estão presentes pessoas de diferentes nacionalidades com interesses variados. Linnet está a bordo com seu recém marido, Simon. A ex-namorada de Simon e amiga íntima de Linnet, Jaqueline, também está a bordo. Entre outras pessoas está também um detetive francês, de estatura mediana com um vasto e peculiar bigode, de férias: Hercule Poirot.

“-Reconheço minhas fraquezas. Dizem que gosto de complicar os casos. Mas a solução que você está apresentando é… simples demais, fácil demais. Não sinto que tenha realmente acontecido assim. Admito que possa ser apenas preconceito de minha parte.”

Suspeitando que as coisas não iriam acabar bem, Poirot presencia nada menos que três assassinatos. O primeiro deles de Linnet. Mergulhando na mente dos suspeitos, com a sua característica capacidade de arrancar até os mais profundos segredos, Poirot vai tecendo a teia dos acontecimentos quando os outros assassinatos ocorrem. Mas antes de embaralhar a mente do detetive francês, esses assassinatos surtem efeito contrário. Agora, tudo está mais claro do que antes.

Com uma trama muito bem elaborada, é impossível o leitor descobrir quem é o assassino (ou seriam assassinos?) e a sua motivação. E quando tudo leva a uma direção, Poirot mostra porque é considerado um dos melhores detetives do mundo. Ao juntar peças que parecem não se encaixar, ele reconstrói os crimes e identifica o assassino (ou seriam assassinos?) e a motivação por trás dos crimes.

“-As pessoas concebem uma teoria e querem que tudo se encaixe. Se um pequeno fato não se encaixar, a teoria é abandonada. Mas os fatos que não se encaixam são justamente os mais significativos. O tempo todo reconheci a importância de o revólver ter sido retirado do local do crime. Eu sabia que significava alguma coisa, mas só descobri o que era meia hora atrás.”

Na imagem destacada o quadro Along The Nile, de Charles Théodore Frère.

Comprar:

Amazon

Até a próxima!

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s