A Casa do Terror #115

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Autor: Álvaro Cardoso Gomes – Editora:  Moderna – Páginas: 102

“Até que chegou o dia em que, sem querer, vim a descobrir o casarão misterioso, onde passamos pela maior aventura de nossas vidas.”

Álvaro Cardoso Gomes é um escritor paulista, autor de diversos livros juvenis, além de livros de poesia, de contos, romances para adultos (entre eles O sonho da terra, que recebeu o Prêmio Bienal Nestlé) e obras acadêmicas. Esse livro voltado para o público juvenil foi publicado em 1993.

Acompanhamos a história pela boca de Celso, um homem que revisita suas memórias de trinta nos antes. Ele conta que a sua vida em São Paulo era monótona e cheia de obrigações e que passava as suas férias em Santos, na casa de sua avó. Era nesse período que Celso se libertava e foi em uma dessas férias que ele viveu a maior de todas as suas aventuras.

“Fiz um sinal com a lanterna e comecei a andar. Uma coisa pegajosa passou pela minha cara, me obrigando a recuar, com o coração aos saltos. Ergui a lanterna. Era apenas uma teia de aranha! Continuei a andar no meio dos móveis velhos e quadros empoeirados.”

Em Santos, Celso tinha dois amigos inseparáveis, Joe Louis e Gênio. Eram tão inseparáveis que fundaram uma irmandade, a Irmandade da Lua Cheia, com o objetivo de manter o grupo unido e pronto para qualquer aventura. Pois que um belo dia, Celso vagava pela cidade quando se deparou com uma grande casa abandonada. Não demorou muito para uma exploração à velha casa fosse a próxima aventura. Os 3 amigos descobriram que a casa não estava abandonada e que estátuas. móveis e livros estranhos habitavam o local.

Então, aparece Tieko, a prima do Gênio, recém chegada do Japão e que ficou sob a guarda do Gênio estragando as aventuras da Irmandade. Mas, para que continuassem a brincar juntos, os 3 integrantes da Irmandade resolveram batizar Tieko na velha casa assombrada, e é quando tudo começa a dar errado.

“Fui até uma estante cheia de livros enormes, cobertos de teias de aranha. Parecia que ninguém os abria há muitos e muitos anos. Dois deles me chamaram particularmente a atenção. Um, todo negro e encadernado em couro, intitulava-se Necronomicon; e o outro, vermelho e rugoso, O Livro dos Vermes.”

O morador da velha casa não era ninguém menos do que um adorador do Deus Cthulhu (uma entidade mitológica do mal criada pelo autor H. P. Lovecraft), e que identificou que a marca em forma de meia lua que Tieko tinha na testa era a chave que faltava para a invocação de Cthulhu. Então, com muito suspense e com uma boa dose de coragem, os 3 amigos conseguem não apenas salvar Tieko, mas também o mundo!

Livro infanto-juvenil tem sempre uma dose de esperança.

“Como já disse no começo dessa história, isso tudo aconteceu há uns trinta anos, mas o incrível é que me lembro daquela noite pavorosa nos mínimos detalhes. Foi mesmo uma aventura alucinante, que mudou minha vida para sempre. Ainda hoje, ao recordá-la, sinto um frio na espinha. Às vezes, quando fico muito excitado ou nervoso, tenho pesadelos com a velha casa. Sonho que estou preso dentro dela e que os monstros da escuridão me perseguem sem cessar.”

Na imagem destacada o quadro Old Summer House, de Leonid Afremov.

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Até a próxima!

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