Filmes de Guerra, Canções de Amor #43

Flags of Our Fathers

Título em português: A Conquista da Honra
Ano: 2006
Duração: 132 min.
Direção: Clint Eastwood
Elenco: Ryan Phillippe, Adam Beach, Jesse Bradford

Filme baseado no livro homônimo de James Bradley que conta a história de como os três soldados que alçaram a bandeira dos Estados Unidos durante a Batalha de Iwo Jima foram usados como instrumentos de propaganda pelo governo dos Estados Unidos para levantar o moral do povo americano e angariar dinheiro para o esforço de guerra. 

Apesar da vitória anunciada dos aliados na Europa, a guerra no Pacífico prosseguia. Uma das mais importantes e sangrentas batalhas foi a pela posse da ilha de Iwo Jima, que gerou uma imagem-símbolo da guerra: cinco fuzileiros e um integrante do corpo médico da Marinha erguendo a bandeira dos Estados Unidos no monte Suribachi. Alguns destes homens morreram logo após este momento, sem jamais saber que foram imortalizados. Os demais permaneceram na frente de batalha com seus companheiros, que lutavam e morriam sem qualquer ostentação ou glória.

O filme não foca no combate, apesar de bons momentos no início, com excelente fotografia e edição de som. O enfoque principal é nos bastidores da política e na forma como uma simples fotografia foi utilizada para glorificar um combate sangrento e cruel. Os soldados sobreviventes se tornaram símbolo de vitória, quando na verdade eram apenas sortudos por terem conseguido sobreviver ao inferno.

Segue o trailer:

 

Carmina Burana O Fortuna No. 1 – Carl Orff

O nome “Carmina Burana”, vem do latim e quer dizer “Canções de Benediktbeuern”. Em 1847, nesta cidade alemã, o estudioso de dialetos Johann Andreas Schmeller encontrou e publicou este manuscrito composto por 254 poemas e textos dos séculos XI, XII e XIII. Foi o próprio Schmeller quem deu o nome de “Carmina Burana”.

Estes textos que compõem o manuscrito “Carmina Burana” tratavam-se de poesias de caráter profano escritas por diferentes poetas, com culturas e ideologias diversas e, por isso, os seus estilos são bastante diversificados. Encontramos textos picantes, satíricos, irreverentes, e podem falar sobre diversos temas da vida, como amor, sexo, bebidas, prazeres, críticas ao clero, entre outros. Essas peças eram escritas em latim medieval, alternados com trechos em francês provençal, médio–alto-alemão e até macarrônicas, numa mistura de latim vernáculo com alemão ou francês. 

Em 1936, o compositor alemão Carl Orff pegou cerca de 20 dos 254 poemas de Carmina Burana e os musicou de forma totalmente nova, embora imitasse algumas características musicais típicas do período medieval, como o canto gregoriano e os intervalos de quinta justa. A obra é estruturada em prólogo e duas partes. Aqui a parte final onde  repete-se o coro de invocação à Fortuna (“O Fortuna, velut luna”). Música potente:

Na imagem destacada, o quadro Narcissus, de 1597-99, de CARAVAGGIO.

Até a próxima!

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